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DAVE LE DAVE
SIM, ELE MESMO
Textos


IMAGINA SE TUDO QUE EU ESCREVESSE VIRASSE REALIDADE

 



DAVELEDAVE.RECANTODASLETRAS.COM.BR

 


 

Escrevi esse texto abaixo:

 

Não FICO com MULHER de CONHECIDOS! Mas GOSTARIA…

 

http://daveledave.recantodasletras.com.br/visualizar.php?idt=8443628

 

E no outro dia, encontrei as pessoas que mencionei. Senti um leve constrangimento — como se elas soubessem o que eu havia dito, mesmo sem eu revelar nomes, mesmo sem divulgar esta página a ninguém. É curioso: raramente alguém chega até aqui, e quando chega, é por vontade própria.

 

Não faço propaganda. Apenas deixo o link na bio do meu Instagram, quase como quem esquece uma pista para ser encontrada por acaso. O que vem até mim não é por insistência, mas por destino.

 

 


 

A CURIOSIDADE E O DESTINO

A única hipótese é que alguma dessas pessoas tenha compartilhado o que leu — movida talvez por curiosidade, vaidade ou uma centelha de emoção. Mas, nesse caso, já não seria mais eu quem conduz o curso das palavras. Elas ganham vida própria, fogem do meu controle, tornam-se espelhos em que cada um se reconhece ou se fere.

 

Eu sempre comento que escrevo ficção baseada na realidade. E, ainda assim, há quem leve tudo ao pé da letra. Talvez o erro não esteja em quem interpreta, mas em quem sente demais ao escrever. Eu.

 


 

O DESEJO DE QUE AS PALAVRAS VIVAM

Confesso: às vezes eu queria que o que escrevo se tornasse verdade. Que as linhas fossem portais, que os personagens respirassem, que o sentimento não ficasse restrito à tinta e ao silêncio.

 

Ou, quem sabe, que ao menos as pessoas citadas realmente me lessem. Não todas — apenas uma. Sim, apenas ela.

 


 

A MULHER E A NOITE

Quem me dera que, à noite, quando o dia a tivesse consumido e o corpo pedisse descanso, ela diminuísse a luz do celular e me lesse em segredo.

 

Imagino-a ali, deitada, o rosto banhado por uma luz suave, talvez exausta, talvez sonhadora. Nesse instante sagrado, quando a mulher está tão vulnerável e verdadeira, ela me lê — e pensa em mim com ternura. Esquece o mundo. Esquece até de si.

 

Ou, se quiseres uma cena mais romântica, que ela acenda o abajur, deixe o quarto em penumbra e, entre suspiros, percorra cada linha como se tocasse minha pele. Porque, ironicamente, eu ainda escrevo no papiro da alma, não no digital.

 

E é nesse papel invisível que deposito tudo: o desejo de ser lido, compreendido — e, talvez, amado por entre as entrelinhas.

 


 

 

 

 

 

 

ESCRITOR DAVE LE DAVE II (OFICIAL)
Enviado por ESCRITOR DAVE LE DAVE II (OFICIAL) em 31/10/2025
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