
A fuga do último dos Bolsonaros que ainda poderia ter alguma relevância política, após a derrota eleitoral e o resultado de sua covardia, culminando na falta de apoio até mesmo de seus próprios apoiadores, decreta o fim do bolsonarismo. E esse fim foi melancólico.
Mas melancólico para quem votou nele. Porque a família Bolsonaro, que nunca trabalhou na iniciativa privada, só prosperou por intermédio da política. Eduardo está vivendo o sonho americano nos Estados Unidos, em uma mansão. Com que dinheiro, eu não sei, mas, sem dúvida, não foi por meio de práticas liberais. Talvez com o dinheiro do Dark Horse. Flávio também. E fica a pergunta: ele vai viver de quê por lá? Com que dinheiro?
Aqui no Brasil, ele tinha ilha, mansão comprada em dinheiro vivo e uma fortuna conquistada com o suor árduo de quem saqueou o erário público. E o país é o poderoso chefão da famiGLia. Será que ele é italiano da cidade de Bolsonaro, igual Corleone era de Corleone?
O fato é que um deputado de baixo clero, com sérias limitações intelectuais, cuja maior audiência era participar do Superpop, angariou muito poder. Ele chegou lá valendo-se do ressentimento de seus eleitores, iguais a ele, que têm ódio por minorias, pois elas lhes lembram o fracasso que internalizaram em si próprios.
Se a fortuna e o poder de Bolsonaro tivessem sido conquistados apenas com o próprio sofrimento, vá lá. Mas o problema é que seu dinheiro e seu poder causaram mal a muita gente.
Bolsonaro, desfrutem de sua riqueza, igual Midas desfrutou da dele!