A PROVA DE QUE A ELITE NÃO SE IMPORTA COM A GENTE

Primeiro, para não sermos acusados de proselitismo, como nossos adversários, faz-se necessário definirmos o que é elite.
Gosto da definição de Jessé de Souza.
A elite não é definida por bens materiais, mas por ter o monopólio da produção de capital cultural e simbólico que possibilita a ela se manter no poder. Ou seja, a cultura de símbolos e saberes herdados para que eles sejam a elite. É muito interessante porque tira da equação aquilo que ele chama de classe média real, que possui renda acima da média brasileira, acima de cinco salários mínimos, como empreendedores locais, médicos e advogados, mas que não tem os símbolos nem a cultura para ser a elite do Brasil.
Para o sociólogo, a elite é definida pela autoestima que o dinheiro, a cultura e os símbolos são capazes de conferir. Portanto, é uma construção social.
Abaixo da classe média real, desses pequenos profissionais liberais ou funcionários públicos, está o que ele chama de pobre remediado, que é o pobre que não depende do auxílio do Estado, mas que trabalha e, não obstante, herda a moral do seu patrão. Como eles precisam de autoestima, essa é dada por se acharem superiores ao pobre que recebe auxílio, que normalmente é negro, embora ele mesmo seja um branco pobre remediado. É por isso que o círculo evangélico, que socialmente recebe a autoestima do seu grupo social da fé, se identifica com Bolsonaro, separando-se, assim, como diria Cristo em parábolas, o joio do trigo.
O MONOPÓLIO DO CAPITAL SIMBÓLICO
Aqui falamos da elite, elite, que são aqueles que têm o monopólio dos meios de produção do capital simbólico e cultural. Os operadores da bolsa de valores, que especulam com as decisões da democracia. Se eles pensassem no bem coletivo, por que hoje, com a reeleição de Lula, fazem o dólar disparar para especular, enriquecer, sem considerar o prejuízo que causam?
O PATRIOTISMO DOS QUE SÓ PENSAM EM SI
Ora, pelo mesmo motivo que o candidato deles, Flávio Bolsonaro, só pensa em si e em sua família. Queria o cargo para ajudar sua família corrupta, queria expropriar nossas riquezas para os Estados Unidos, outros que só pensam neles. E a comprovação é que Flávio é tão patriota que, após perder a eleição, irá fugir para os Estados Unidos. É tão democrata que não aceita os resultados da urna.