Nicolas Ferreira tem um grande mérito: seus pais! Mais especificamente, o fato de terem copulado no começo dos anos 2000. O problema do sexo sem camisinha é que o resultado pode ser Nicolas Ferreira.
Outro sujeito que, se não fosse a política, provavelmente não trabalharia em lugar algum. Num mundo sem redes sociais, seria totalmente inepto, desses que não conseguem andar e chupar picolé ao mesmo tempo.
Ora, como nasci no começo da década de 1990, peguei a transição do analógico para o digital, de quem ainda brincou na rua e frequentou lan house. Mas eu mesmo não sei empinar pipa, jogar bolinha de gude ou rodar pião. E futebol só sei jogar porque nasci craque das palavras e da bola redonda, o que me rendeu o apelido de Pelé, dado por um sujeito conhecido como Maradona aqui na vila, e o de Machadinho, pela minha professora de português.
E é justamente aí que aparece toda a minha diferença em relação a Nicolas: além, claro, de eu pregar o amor enquanto ele dissemina o ódio.
Eu entro no espectro da democracia; ele, no da ditadura. Eu, no da cultura; ele, no do negacionismo.
Basta observar como são minhas redes sociais, o que publico e dissemino, e comparar com a maneira como ele as utiliza para seus fins pessoais e nefastos.
A diferença é que minhas redes sociais são uma extensão daquilo que penso, escrevo e produzo. As dele parecem ser uma extensão daquilo que pretende obter politicamente.
Se tirar a internet dele por 24 horas, vai parar na UTI.