O ex-Argônio de Alexandria, atual Jacques de Payens, apesar dos apelidos fidalgos, deve ocultar, por detrás do anonimato da armadura e do elmo, uma cabeça grande — anatomicamente, claro, e não como metáfora de inteligência, muito menos de sagacidade. Aliás, o tamanho avantajado talvez até prejudique sua elucubração, por deixar o próprio crânio apertado.
No fim, ele deve se chamar Genivaldo Silva, daqueles que molham o pão com manteiga no café da tarde enquanto leem as notícias populares e se informam por meio dos programas policialescos da Band — ou, pior, da Record, onde também se divertem assistindo às novelas de época e temáticas bíblicas. Mas, graças à sua influência cosmopolita, herança do primeiro apelido grego, não dispensam as novelas turcas.
É como Saulo de Tarso, perseguidor de cristãos até sua conversão; só que, neste caso, a transformação teria sido de Jacques de Payens para um estado ainda mais rematado de reacionarismo.