Eduarda Campopiano é antifeminista e antiaborto, mas pró-feminicídio; contra cotas e benefícios, mas sua mãe recebe auxílio

A matéria diz que a mãe de Eduarda recebe o BPC, que é um benefício pago a idosos de 65 anos ou mais e a pessoas com deficiência de longo prazo, incapacitadas para o trabalho, desde que atendam ao critério de renda. A mãe, ironicamente, vive de artesanato de bonecas e de cursos para fazer bonecas. Talvez haja aí um elemento freudiano e biológico no comportamento de Eduarda.
A MÃE, AS BONECAS E A PSICANÁLISE DE BOTeco
Talvez ela mate freudianamente a mãe por isso: é pró-feminicídio, tem ódio de mulheres porque odeia a própria mãe, que faz artesanato, coisa de esquerda. E, se ela não ajuda ou não mora com a mãe, que ganha um generoso salário de deputada, a renda da mãe não chega nem a um salário mínimo, e ela fica na míngua, com duas bonecas e cursos. Ou, biologicamente, talvez tenha herdado alguma deficiência intelectual ou mental que levou a mãe a receber o benefício.
Cota não pode, mas cota para quem tem votos sobressalentes para se eleger pode, igual aconteceu com Tiririca. Benefício para ela não pode, mas benefício para a mãe pode.
A CONTRADIÇÃO COMO PROJETO POLÍTICO
Às vezes, acho que o problema, então, nem é a deputada, coitada, que veio de família humilde, prosperou e nega a própria mãe e a origem humilde, e talvez por isso seja favorável à iniciativa privada, embora ela mesma viva do serviço público. Mas aí nada mais diferente do que os Bolsonaros, Nikolas e outros, né?
O ELEITOR É O PROBLEMA
Mas, sim, o problema está nos milhares de eleitores que votaram em alguém que defende armas e não tem nenhum projeto para o Brasil. Tem foto com fuzil, mas nenhuma com livro; negacionista do feminicídio, porque, afinal, eu, como homem, fico morrendo de medo de ir de regata para a academia e com um short que evidencie as minhas salientes e sobejas partes íntimas e ser estuprado e morto por essas mulheres psicopatas, né?
O problema está no eleitor. Ela está ganhando milhões de votos e milhares de dinheiros. Em contrapartida, ganham discurso de ódio.