
E também ao tetra do Palmeiras.
Porque sou mais republicano do que palmeirense. E, por mais que eu ame o Palmeiras, não vale a pena ser palmeirense sem uma democracia.
Se Flávio ganhar, há, na minha visão, uma grande possibilidade de um golpe de Estado — seja violento, seja através das próprias instituições, nomeando até quatro ministros do STF.
O período em que seu pai esteve no poder — hoje preso justamente por tentativa de golpe de Estado — foi um dos mais tristes das nossas vidas, principalmente pela condução da pandemia, pelo negacionismo, pela forma como tratava as mulheres e pela disseminação de ódio.
Imagina estender isso para sempre?
Com sua família se sucedendo no poder, como acontece com Kim Jong-un na Coreia do Norte?
Futebol é supérfluo diante da gravidade de viver sob a égide de uma ditadura à la Nicarágua, Cuba, Venezuela ou Rússia — ironicamente, os países que eles chamam de comunistas.
Mas também não quero viver sob a égide dos Estados Unidos, para os quais eles são vira-latas e a quem desejam entregar o nosso querido Brasil!
E, quando digo que sou republicano, não estou dizendo que sou de esquerda.
Posso provar isso falando que, na reeleição de Dilma, votei em Henrique Meirelles, do MDB, um ex-banqueiro e ex-presidente do Banco Central.
Eu sou liberal. E não há liberdade sem democracia.
Também considero Doria um dos melhores governadores de São Paulo, devido à sua atuação na pandemia, e Marta Suplicy a melhor prefeita que São Paulo já teve.
Ou seja, minha posição aqui não nasce de devoção à esquerda. Nasce de algo muito mais elementar: antes de qualquer ideologia, partido ou time de futebol, vem a democracia.
Dito isso:
