
Domingo não tem nada a ver com a disputa entre direita e esquerda. Muito menos com Lula contra Bolsonaro, mas, sim, com democracia contra ditadura.
As pessoas esquecem — ou fingem esquecer — que o pai de Flávio está preso por tentativa de aplicar um golpe de Estado. Isso, por si só, já seria suficiente para o evitarmos a todo custo.
Fora isso, há a hipocrisia.
Enquanto chamam o partido de Lula de comunista, dizem lutar pela liberdade e se dizem cristãos. Como na novilíngua de George Orwell, querem a paz através da guerra, o amor através do gabinete do ódio e a liberdade acabando com a democracia e querendo fazer de nós um quintal dos Estados Unidos, de Trump, que odeia pessoas, diferenças e democracia.
Porém, o mais grave é que esse cidadão, Flávio, que está a vida inteira na política, jamais participou de um debate.
Enquanto seu opositor, Lula, disputa eleições democraticamente, respeitando as regras do jogo desde a redemocratização.
Lula já esteve no poder várias vezes, sempre disputando eleições e saindo quando perdeu.
Agora, na primeira vez de Bolsonaro no poder, ele tentou dar um golpe de Estado. Inclusive sendo condenado, sem provas, por um juiz incompetente, literalmente, que maltrata as leis como maltrata o português.
Lula, estrategicamente, evitou o debate para não ser massacrado pelos golpistas e entreguistas que pensam igual.
Agora, Flávio, após saber que alguém também de direita, mas que contesta o entreguismo aos Estados Unidos, se acovardou.
Porém, Lula participa de debates desde 1988. Todos nós sabemos qual é sua proposta de governo.
Agora, as pessoas que vão votar em Flávio vão votar em alguém que não tem proposta política, que jamais participou de debates?
Se isso não é loucura, eu não sei o que é.
O que sabemos com toda certeza sobre uma família que só sobrevive através do Estado e diz, hipocritamente, que quer Estado mínimo é que ela quer se manter no poder sem democracia, como na Coreia do Norte, onde o poder é sucedido dentro de uma mesma família.
É isso que vocês querem para o Brasil?
O projeto de segurança de Flávio nós conhecemos: é o de transformar o Brasil numa milícia, igual àquelas com as quais eles têm ligação umbilical.