
Sim, nada mais, nada menos, que Don Winne, gente!
E who the fuck is Don Winne? Não sei… mas é o oficial.
A contar pelo número de leituras dos seus textos, é o oficial realmente: uma.
Isso significa que, pelo menos, ele mesmo talvez tenha lido o que escreveu, o que significa que, pelo menos, ele próprio sabe quem ele é.
Ou seja: nada mais do que uma boa explicação para usar o adjetivo… “oficial”.
Vejam. Agora falando sério — se é que dá para falar sério de alguém com o apelido de Don Winne, a não ser que ele seja da cidade de Winne e da máfia, assim como Don Corleone era proveniente de Corleone —, Machado de Assis dizia que, em nosso país, há o Brasil oficial e o Brasil real.
Ariano Suassuna, interpretando Machado, dizia que o Brasil oficial é o desses metidos a besta, mas, principalmente, o dos privilegiados. Já o Brasil real é o do povo.
Eu não quero ser o Dave Le Dave oficial, não.
Quero ser o Dave Le Dave real.
Se é que isso é possível. Porque, segundo Machado, o real é bom; agora, o oficial é sempre burlesco e caricato - como a nossa burguesia.