VORCARO COMPROU A REPÚBLICA BANANEIRA DO BRASIL!

Sócrates, já muito antes de Cristo, estava certo: ele não confiava em advogados e no Poder Judiciário de Atenas.
É claro que o termo é anacronismo, porque, embora chamemos a Grécia Antiga de democracia, o poder era decidido na Ágora, na qual os sofistas, que defendiam as teses de quem pagava mais, eram os advogados do Vorcaro da época.
E ele é um homem de fé, sempre levando um terço em cada negociação e a Bíblia na mão. Mas o deus é Mamom, assim como me parece o deus do ministro Mendonça e de tantos outros ministros.
Como vemos, de lá para cá, muita pouca coisa mudou.
A crise do STF é sobretudo uma crise no Poder Judiciário, no poder do Judiciário. Quando um magistrado quer ser popstar, quer ser rico, em vez de deliberar e fazer aplicar a lei, é o germe do problema identificado por Sócrates já naquela época.
E a crise é geral, desde a de Mendonça, ao ser totalmente imparcial, vazar inquéritos singulares na sua jurisdição, além de claramente agir com interesses políticos, e não de justiça, quando dá velocidade diferente e visibilidade aos inquéritos do Lulinha, e dar agora publicidade à ligação do Vorcaro com Alexandre de Moraes, que são gravíssimas.
Antes já havia a Vaza Jato, cujos magistrados todos viraram políticos e perderam a credibilidade, como Moro e Dallagnol, exacerbando o devido processo legal, igual ao André Mendonça atualmente.
Porém, o do ministro Alexandre é de fato escandaloso.
135 milhões no contrato da sua mulher, o contrato redigido pelo próprio ministro. A mulher do ministro mandou o contrato como se fosse um contrato de uma locação de garagem feita pela minha mãe e se esqueceu até de colocar crase no contrato, porque não vou imaginar que uma magistrada que fecha um contrato desse nível não saiba que estou à sua disposição leva crase.
Mas quem certamente estava à disposição do Vorcaro era o marido dela, por isso a justificativa de um contrato desse monte financeiro, que mandava prints de bloco de notas com visualização única para o ministro, que respondia da mesma forma.
Eu não sei vocês, mas eu nunca me comuniquei assim por WhatsApp. Ou eles estão revolucionando a comunicação para dar a eles mesmos mais esse trabalho, ou, talvez, não sei, tem um cheirinho de ilegalidade no ar.
Se parece ilegalidade, tem sabor de ilegalidade, cheiro de ilegalidade, não é um bolo de chocolate.
E Vorcaro, usando o mesmo tom choroso ao pedir ajuda ao ministro, quanto Flávio, mendigando milhões a ele e chamando-o de “mermão” e Daniel. Cada um sabe diante de quem fazer genuflexão por interesse.
E essa crise promíscua entre poder, escritórios de parentes e criminosos já se via de longe, com contratos da mulher do Sérgio Moro, sua “conja”, Rosângela, e a da mulher do Gilmar Mendes também.
Não há um magistrado que escape, de forma que, se eu encontrar um no meio da rua à noite, eu mudo de calçada e escondo minha carteira.