
Era só mais um dia normal na residência de pediatria da PUC de Campinas. Double N se preparava para sua rotina habitual, assim como Leon Kennedy, em Resident Evil 2, se preparava para seu primeiro dia de trabalho em Raccoon City.
Ledo engano de ambos.
Ao auscultar um bebê, Double N pergunta, com a naturalidade de quem já está acostumada à rotina:
— Está tudo bem? Você quer alguma coisa?
Foi quando, de súbito, ela percebeu o olho do infante ficar vermelho.
O bebê então responde:
— Sim, Dra. Eu quero sangue.
E se precipita para cima dela.
Double N tem poucos segundos para entender o que está acontecendo. Por puro instinto de proteção, saca o bisturi e o crava no pescoço do menino-zumbi.
Ela olha para o que acabou de fazer, horrorizada:
— Meu Deus… o que eu fiz?
Sai desesperada pelo campus da residência da PUC e pergunta à primeira pessoa que encontra, de costas:
— Você é o pai dessa criança? Ele… ele…
O homem se vira.
O mesmo olhar vermelho do infante.
Double N o empurra para trás e sai correndo.
Já nos corredores, percebe que todos começam a se precipitar em sua direção.
Desesperada, entra em uma sala e tranca a porta.
Os zumbis começam a bater.
Double N improvisa uma barricada com uma maca. Em seguida, valendo-se de um armário de prontuários, consegue subir e escapar pela janela.
Agora, ela está sozinha no campus tomado pela horda.
De posse apenas de seu bisturi, um spray de pimenta que guarda na bolsa e um revólver — não me perguntem como ela conseguiu isso —, Double N precisa encontrar uma maneira de atravessar a universidade, descobrir o que aconteceu e, principalmente, sobreviver.
Porque aquilo que parecia ser apenas mais um dia de residência médica acaba de se transformar em uma experiência muito mais próxima de Resident Evil do que ela gostaria.
Em mais uma edição de…
RESIDENTE EVIL 🩸 🧟