RARAMENTE O BURRO É UM SOLITÁRIO

“Sê ao menos meu inimigo!” — assim fala o verdadeiro respeito, que não ousa solicitar amizade.
— Assim falou Zaratustra
Eu não sei se o solitário é, de fato, mais inteligente, apesar de acreditar que sim, como irei demonstrar. Agora, do que tenho certeza é que o burro raramente é um solitário.
Li, mais de uma vez, inclusive aqui no Recanto, não sem certa perplexidade, que a solidão é uma patologia e que o homem não foi feito para ficar só. Inclusive, há um vídeo de Eslen Delanogare em que, quando a realidade desmente claramente a ciência e a história, já que falam que nós evoluímos em grupo, e exatamente por isso a sociedade é tão perigosa ao indivíduo.
Nenhuma obra de arte, nenhum livro é escrito por muitos cérebros. Assim como as ideias de milhões são sempre obra de um solitário. Como diz Nietzsche, silêncio e solidão são necessários ao caminho do criador.
Agora, vemos, sim, o indivíduo se escondendo em multidões, ocultando-se, usando a máscara dos muitos, dos grupos, da massa, despersonalizando-se, como nos grupos de torcida.
Ou, em grau maior, naquele grupo que levou a jovem do Discord ao suicídio. Com uma companhia assim, não estaria melhor sozinho?
Ou como essas mulheres que, após o relacionamento, pioram muito, tanto física quanto intelectualmente, isso quando não deixam de existir… literalmente…
“Eu vos aconselharia o amor ao próximo? Antes, vos aconselharia a fuga do próximo e o amor ao distante!”
Fugis para junto do próximo a fim de fugir de vós mesmos…”