Acreditam que há entre nós, inclusive aqui no Recanto das Letras, aqueles que negam a realidade que é a minha beleza?
Bom, num contexto histórico em que se nega a vacina, a esfericidade da Terra, a democracia e a soberania nacional em nome do entreguismo ou da servidão voluntária a um rei, a militares e a ditadores, em meio a discursos de inversão da verdade — para não dizer mentirosos — que transvaloram tudo a questões de pautas wokes, narrativas, discussões de gênero, liberação de armas, diminuição da maioridade penal, criminalização do aborto e até responsabilização criminal de um feto, não é de surpreender que até um dado incomensurável da realidade, que é a minha beleza, seja negado — e sempre pelos meus atores, não autores.
São os fascistas “facistas”; isto é, aqueles que propõem soluções fáceis, simples e erradas para problemas complexos, como, por exemplo, a complexidade de definir o esplendor dourado da minha beleza elegante.