Não confio em quem nasceu na década de 90 e não gosta de videogame
Para mim, quem nasceu nessa famigerada década e não gostava de Táxi do Gugu, Chaves, não assistiu a Dragon Ball Z, não fez os movimentos das mãos junto com o Ryu quando ele fez o Hadouken pela primeira vez, quando o Goku pediu para fazer a Genki Dama e não levantou as mãos para o alto e, principalmente, não gosta de videogame: se você nasceu nessa década e assinalou umas duas dessas opções, é um sinal claro de mau-caratismo.
Aliás, se a pessoa fala para mim que não gosta de Chaves, eu já mudo de calçada e escondo minha carteira.
Quando eu era criança, eu sonhava literalmente que minha mãe pegava emprestado um monte de fitas do Mega Drive e eu acordava de manhã e tinha uns cem jogos para jogar, quantidade que eu nunca aluguei, muito menos comprei, na minha vida.
Hoje, em questão de minutos, você pode encontrar e baixar centenas, até milhares de jogos, dependendo da sua banda larga, e não sabemos valorizar. O excesso de informação cria pobreza de atenção, porque, quanto maior a disponibilidade, mais difícil é focar e se concentrar no que realmente importa. Aí entra a importância da curadoria.
Quando vejo jogos que, em 1995, tinham uma direção de arte genial, como Comix Zone, que mistura HQs com videogame, fazendo com que o mundo do jogo se passe nas páginas dos quadrinhos, e que continuam atemporais, além de terem uma ótima jogabilidade, tenho certeza de que a tese deste texto é difícil de rebater.




