VOCÊ PREFERE OZONIOTERAPIA RETAL OU TOMAR VACINA?
Durante os quatro anos do governo Bolsonaro, aumentou a evasão vacinal no Brasil — e não apenas em relação à vacina contra a Covid-19.
Para um presidente que dizia que não era coveiro e chegou a afirmar que quem tomasse a vacina poderia virar jacaré, as consequências desse discurso foram previsíveis.
Hoje, há pessoas que não querem tomar vacina, e o debate sobre vacinação chegou ao absurdo de se transformar em uma disputa ideológica entre cloroquina e vacina. Doenças que haviam sido erradicadas ou controladas, como o sarampo, voltaram a aparecer, enquanto pais e mães passaram a se recusar a vacinar os próprios filhos contra doenças como o HPV.
A irresponsabilidade é tamanha que essas pessoas parecem não pensar sequer nos outros: em quem não pode ser vacinado por determinadas condições de saúde, como pessoas submetidas a tratamentos contra o câncer, e que pode ficar ainda mais vulnerável quando alguém decide não se vacinar e, consequentemente, aumenta a circulação de doenças evitáveis. E há quem, entre os que são contra as vacinas, prefira a ozonioterapia retal. Devemos considerar, então, a possibilidade de que a pessoa não seja exatamente burra. Talvez ela simplesmente goste mesmo de tomar no cu.