Quem terá sido o gênio que descobriu — ou talvez apenas percebeu — que manipular a genitália de determinada maneira, com cadência e ritmo adequados, proporciona a si mesmo uma sensação muito aprazível e assaz satisfatória?
Será que isso é algo inato ao ser humano, inscrito na própria natureza do corpo, ou precisou ser descoberto, como uma técnica?
Às vezes imagino algo como o monólito de 2001: Uma Odisseia no Espaço, de Arthur C. Clarke: um instante inaugural em que o ser humano compreendeu que o sexo podia ser praticado não apenas para reproduzir, mas também como um juízo sintético à priori Kantiano destinado ao prazer.