JOGAR VIDEOGAME EQUIVALE A LER UM LIVRO!

Assim como Álvaro de Campos dizia não conhecer ninguém que houvesse levado uma porrada, eu nunca conheci alguém que jogasse videogame e fosse burro. Todos os meus amigos eram campeões de tudo, inclusive no videogame.
Principalmente quem joga RPGs, cuja quantidade de texto ultrapassa a de muitos romances. Talvez seja por isso que tantos saibam resolver problemas, tenham bom vocabulário e, em sua maioria, sejam bilíngues, tendo aprendido ou aperfeiçoado outro idioma por meio dos jogos. Alguns chegam até a falar japonês. Isso, confesso, já é um pouco de burrice. Afinal, quem aprenderia japonês antes de francês?
Para comparar:
• The Witcher 3: 6–8 romances.
• Mass Effect: 8–10 romances.
• Persona 5 Royal: 10–12 romances.
• Disco Elysium: 15–20 romances.
• Baldur's Gate 3: 20–30 romances.
• Final Fantasy XIV: 20–30 romances ou mais.
Para se ter uma referência concreta:
Quem lê todas as caixas de diálogo e assiste a todas as cenas de Final Fantasy XIV consome uma quantidade de narrativa comparável à de dezenas de romances.
Mas os jogadores também são admiráveis pelo cultivo de si, pelo desenvolvimento de um hobby solitário e pela preservação de momentos de silêncio e solidão.
A tagarelice e a verborragia, pelo contrário, costumam ser buscadas por quem ainda não encontrou a si mesmo e precisa de outra pessoa para preencher o próprio vazio.