ADMITAM: EU SOU FODA!
Eu reconheço minhas fraquezas a todo momento. Por isso sou tão foda.
Quer dizer, sou foda e humilde pra caralho, ainda por cima.
Mas isso me lembra os famigerados campeonatos de farmar aura que tomaram conta de São Paulo. Uma competição da distinção da idiotice, criada para supostamente descobrir quem é o mais foda.
No fim, porém, tudo o que conseguem é reproduzir a si mesmos num evento de manada, em que todos são iguais, até mesmo aqueles que pretendem se diferenciar. Fazem seu six-seven e deixam rastros dos quais, no futuro, terão mais vergonha do que Léo Stronda teve de ter feito parte do Bonde da Stronda. Talvez até mais do que venha a se arrepender por ter sido um marombeiro anabolizado.
As grandes criações e as grandes obras nunca são fruto da coletividade. Elas quase sempre nascem no silêncio e na solidão, longe do barulho do mercado dos grandes e, neste caso, pequenos garotos boçais.
Como em Gummo, de Harmony Korine, esses são os verdadeiros kids: vidas sem destino.