Uma vez, me apareceu um cara perguntando se eu tinha um Bic. Eu disse: “Claro!”, e mostrei a ele minha caneta, que sempre levo nas minhas caminhadas noturnas, junto com este caderninho no bolso. O objetivo é anotar ideias e pensamentos. Mas, principalmente, eu levo alguns tópicos já anotados nesse caderninho para refletir durante a caminhada de cerca de uma hora. Esse é um dos meus principais métodos de criatividade, reflexão e meditação.
Quando eu acordo, depois de tomar café — normalmente pão com pasta de amendoim —, também caminho. Essa caminhada é mais longa, cerca de uma hora e meia. Para além das calorias, o objetivo dela é sincronizar meu ciclo circadiano, e a melhor maneira de fazer isso é se expor à luz, aos lux que o dia emite, que, mesmo em um dia frio, escuro e nublado, pela manhã, são infinitamente superiores aos da iluminação de uma casa. Porém, uno o útil ao agradável: esse é meu principal cardio do dia e, ao mesmo tempo, aproveito para escutar aulas, me informar sobre política ou até, nos dias em que estou a fim, simplesmente ouvir uma boa música.
E, ao cair da noite, vem a caminhada noturna: criativa e contemplativa, para eu desligar.