O QUE “MIM” TIRA DO SÉRIO NO RECANTO DAS LETRAS

Sim, eu faço chistes e pilhérias com alguns recantistas, mas, se há algo que realmente me tira do sério, é quem fala mal de quem sofreu o crime social de não poder estudar, de quem fala mal dos pobres ou analfabetos, chamando-os de ignorantes ou até, mostrando todo seu amor ao próximo, de inúteis.
E, no Recanto, pululam esses perfis e, pasmem, apesar de sabermos que a extrema direita é conhecida por sua misoginia, perfis de mulheres, talvez aquelas que aderem ao loiro golpista, loiro viúvo pensionista de militar, que vimos nas manifestações contra a absolvição do Estado Democrático de Direito. E até negros! Você vê que a instituição do capitão do mato nunca sumiu do Brasil!
O mais irônico é que chamam de ignorantes quem não pôde estudar e elas, que talvez pudessem, não o fizeram. E vemos textos sem nenhum conteúdo, cheios de bravatas, mas não menos do que erros de português e concordância.
E tudo isso esconde a ideologia nefasta que carregam: a de alguém que quer ser superior sem ser superior em absolutamente nada.
O páthos de distanciamento não pelo talento ou pela capacidade, mas simplesmente pela classe social, que nos enoja.
Destilando todo seu ódio contra alguém que simplesmente vota diferente.
Como se o pobre, ao perceber o jogo da política e votar simplesmente em alguém que lhe ofereça algo em contrapartida, não estivesse adotando uma atitude política inteligente, pragmática e menos egoísta do que a de quem quer eliminar subsídios dos pobres para pagar menos impostos e acumular uma riqueza que pouca diferença fará na sociedade, como podemos notar nas suas escrivaninhas do Recanto e no que escrevem.