TARIFAÇO. OBRIGADO, FLÁVIO!

A cortina de fumaça já é uma das 48 Leis do Poder, analisadas por Robert Greene em seu best-seller. E a extrema direita bovina e beócia tomou mão dessa estratégia ao fazer lobby para que os Estados Unidos taxassem produtos brasileiros, por intermédio de patriotas que moram justamente nos Estados Unidos.
Seus principais porta-vozes são Eduardo "Bananinha" e o nepovelho da ditadura, neto de um general militar, Paulo Figueiredo. Com Flávio Bolsonaro, inclusive, em meio aos escândalos de sua campanha, à relação com as "rachadinhas" e às ligações com figuras controversas, achei por bem ir in loco aos Estados Unidos pedir a Trump que taxasse o Brasil.
Ele, que nunca escondeu de ninguém a vontade de transformar o país em um quintal dos Estados Unidos. Esse patriota.
Ora, vão dizer que é supercomum tirar foto sem camisa, de óculos escuros, com qualquer um. Ainda mais com o capanga de um banqueiro corrupto, a quem você tem intimidade de chamar de "mermão", e, com voz pastosa, pedir R$ 134 milhões.
E esse pessoal é tão idiota que conta como trunfo a relação da extrema direita com Trump, como se Trump, de quem talvez nem os próprios filhos queiram conviver, fosse voltar ao poder.
Contam com uma relação futura que sequer sabem se existirá.
É mais fácil Neymar fazer, na próxima Copa, o que Messi fez nessa do que trump ganhar as próximas eleições.
Com eventuais derrotas eleitorais de figuras como Flávio Bolsonaro, Trump e Milei, imagino que possa se encerrar um ciclo dessa ideologia de extrema direita nas Américas.
E que democracia, instituições e civilidade possam voltar a respirar com mais tranquilidade.
