OS PERFIS SEM CPF NO RECANTO DAS LETRAS

Será que podemos chamar de pseudônimos os perfis sem CPF do Recanto, sem rosto, sem família, dos quais não conhecemos a identidade e nem sabemos se escrevem de um presídio em Bangu 1 ou simplesmente de um banheiro presidencial, como fazia Bolsonaro durante seu desgoverno?
É fato que se acham os Bernardos Soares ou, talvez,
George Sand — Aurore Dupin
Mark Twain — Samuel Clemens
Stendhal — Henri Beyle
Voltaire — François-Marie Arouet
Lewis Carroll — Charles Dodgson
Autor de Alice no País das Maravilhas. ?
Mas não devem ocultar grandes nomes, já que todos nós sabemos que a característica de todo grande criminoso é ocultar a face, é agir à noite, sub-repticiamente. E, principalmente, pela qualidade do que escrevem. Quer dizer… mais propriamente, a falta dela.
Os perfis que disseminam ódio nas redes sociais nunca têm avatar. Impressionante.
E, através do anonimato, o mais preocupante é que alguns o usam para falar qualquer barbaridade sem prejuízo à sua reputação real.
É o caso do The Idiot/Akogare e de outros que não citarei, para usar a minha prerrogativa de anonimato de uma pessoa que, apesar de usar um pseudônimo, todos sabem quem é, quem são meus pais, meu irmão e meu sobrinho. Até quem eu amo. Ou odeio. Ou pior: desprezo. Ou pior ainda: que sou totalmente indiferente.
Essa é a postura de transparência de quem não tem caspas que pretende esconder.
Todos os outros podem usar Head & Shoulders.
Se eu fosse um dos administradores do Recanto, aplicaria uma tecnologia de identificação e autenticação para fazer o registro no site e poder publicar.
Porque liberdade de expressão não é liberdade de agressão.
E a internet não é terra de ninguém.