A Triste Patologia Psiquiátrica de Pegar um Texto de IA e Dizer que É Seu

A sociedade vai avançando e, com ela, as patologias mentais vão se atualizando. Com o advento da inteligência artificial, mais propriamente as generativas, uma que ganha voga é a do indivíduo que fala para a inteligência artificial escrever um texto e diz socialmente que é seu. E a pessoa acredita piamente que é autor ou autora daquilo que não escreveu e tira daí uma satisfação.
Cabe perguntar qual a origem dessa estranha patologia, já que a pessoa tem consciência de que não foi ela que produziu o texto, que ela não é autora, que não há nenhum processo intelectivo criativo ou mérito, e, mesmo assim, a pessoa se jacta sobre essa produção?
Espinosa chama de orgulho quando percebemos algo em nós mesmos, algum atributo ou qualidade que nos enche de alegria, ou seja, quando sentimos a expansão da nossa energia vital. Mais de nós mesmos em nós mesmos, nesse caso.
E, nesse caso em que a pessoa se orgulha de algo que ela não fez, como se chama? Mas nem por isso o sentimento de expansão vital deve ser menor, apenas que é falso e psicologicamente patológico.
Diferentemente, claro, de quem não usa a IA como muleta, mas como ferramenta de produtividade, otimização de tempo e excelência. Ao acrescentar ao texto algo de que não sou capaz, como belas ilustrações igual à desse texto. Mas, para isso, até a criatividade e o bom gosto humanos influem. Caso contrário, não bateríamos o olho em tantas imagens e, só pela estética ou falta dela, saberíamos que é fruto de IA.