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DAVE LE DAVE
SIM, ELE MESMO
Textos

 

A Resenha por Trás da Mudança da Palavra Resenha 

 


 


 

A RESENHA DA RESENHA

E essa apropriação, pelos boleiros e/ou fanfarrões, da palavra resenha?

 

O mesmo aconteceu com narrativa, subvertendo totalmente seu significado original.

 

Ou seria essa também uma narrativa? Uma narrativa sobre a palavra resenha?

 

Agora, minhas resenhas sobre livros, filmes e jogos já não são mais resenhas. Resenha passou a significar conversa de bar regada a maconha e xeque-mate — ou qualquer reunião em que o importante é menos o assunto do que a companhia.

 


 

OS CAUSOS

Na verdade, a geração mais nova é tão desinteressante que até as histórias engraçadas do futebol, os velhos causos de boleiro, talvez desapareçam no futuro.

 

Não porque o futebol acabou, mas porque ninguém mais parece viver algo que mereça ser contado. E, quando vive, não sabe contar.

 

Imagino uma resenha daqui a alguns anos.

 

Bernardo dirá que trocou o meião do Valentim como se fosse a maior das aventuras.

 

Enquanto isso, histórias como a de Vampeta contando que, numa festa, um jogador do Corinthians molhou a chupeta do filho na cachaça para a criança parar de chorar enquanto ele continuava bebendo, e tanto a criança quanto ele chegaram em casa mamadaços, acabarão parecendo episódios da mitologia brasileira. 

 


 

O ENSAIO

Talvez o erro seja meu, afinal.

 

A linguagem é dinâmica e muda o tempo todo.

 

Talvez eu deva simplesmente passar a chamar minhas resenhas de ensaios.

 

Só espero que, no futuro, os Enzos, Bernardos e Valentinas não resolvam escrever ensaios rebuscados sobre como jogar Roblox e Fortnite.

 

ESCRITOR DAVE LE DAVE II (OFICIAL)
Enviado por ESCRITOR DAVE LE DAVE II (OFICIAL) em 04/07/2026
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