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DAVE LE DAVE
SIM, ELE MESMO
Textos

 

AMAR MUITO ALGUÉM JAMAIS PODE DOER

 




 

O REMÉDIO QUE NÃO ARDE

Se é amor, não pode doer. Nem machucar. Talvez o contrário. Curar. Ou embalsamar. Mais eficazmente que o Merthiolate, porque ele é remédio e não arde.

 

Se dói, é qualquer outra coisa, exceto amor.

 


 

O AMOR DESINTERESSADO

Dizem que a única forma de amor verdadeiro é o amor platônico. Esse seria o verdadeiro amor desinteressado.
 

Não o altruísmo. Não a filantropia. Não o amor dos santos católicos que, ao darem algo ao próximo, mesmo amor, sempre recebem algo em troca.

 

Às vezes até o capital simbólico de serem simplesmente chamados de santos.

 

Agora amar sem esperar nada em troca, porque a outra pessoa sequer sabe que você existe, e talvez, se soubesse, diminuísse ainda mais suas chances de ser correspondido...

 

Ora, isso só pode ser amor de verdade. Amor eterno, enquanto dura.

 


 

O FILHO E O ESPELHO

Nem mesmo o amor por um ente querido, por um filho, por exemplo, possui essa característica.

 

O filho é alguém que você carrega dentro de si ou como parte de si.

 

Uma parte sua materialmente projetada no mundo. Ligada à mãe umbilicalmente.

 

Esse amor modifica, cura.  Mas ele também é obrigatório.

 

Não amar um filho é quase equivalente a não amar a si mesmo. Porque ele faz parte de você.

 

Infelizmente, a recíproca não é verdadeira.

 

Um filho pode não amar seus pais como ama a si mesmo. Mas, nesse caso, ele é apenas egoísta. E não necessariamente fisiologicamente mau. Porque a maldade é sempre material e fisiológica. Nunca moral.

 

ESCRITOR DAVE LE DAVE II (OFICIAL)
Enviado por ESCRITOR DAVE LE DAVE II (OFICIAL) em 17/06/2026
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