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DAVE LE DAVE
SIM, ELE MESMO
Textos

 

A VIDA É CURTA. MAS EU VIVEREI POR VOCÊ!

 



 

Can the dark side light my way out?

(O lado negro pode iluminar minha saída?)

 

Lay your hand across my face, yeah

(Ponha sua mão no meu rosto, sim)

 

Time we lost, that's all my fault

(O tempo que perdemos foi tudo culpa minha)

 

Please don't be long

(Por favor, não demore)

 

'Cause I want your love

(Porque eu quero seu amor)

 

I don't have love

(Eu não tenho amor)

 

Without you 'round

(Sem você por perto)

 

Life is too short

(A vida é muito curta)

 

But I will live for you

(Mas eu vou viver por você)

 

Selfless — The Strokes.

 


 

ELOGIO A DEUS OU ELOGIO ADEUS?

Antes do desejo, a criação do mundo foi um gesto de amor. Equivalente a dar o próprio filho em troca dos pecados dos outros.

 

Em algum momento, todo alma e espírito, numa imensidão do espaço onde só residia a matéria, Deus poderia muito bem existir apenas para o prazer do seu próprio espírito.

 

Afinal, ele era então o mundo.

 

Mundo e Deus eram um só. Mas ele decidiu organizar a matéria.

 

Dar coerência e compreensão ao todo caótico. E então houve o verbo. E através dele a luz. E através da luz, o mundo.

 

Esse é o maior sinal de inteligência. O amor.

 

Considerar a vida do outro tão digna e importante quanto a minha.

 

Inteligência não é essa erudição vazia.  Essa decoreba de frases de efeito e lugares-comuns.  Nem proferi-las, às vezes até em latim. Inteligência nada tem a ver com memória explícita ou declarativa.

 

Inteligência é memória implícita.  É hábito. É verbo. Ação. É comportamento. É criação. Como a de Deus.

 

Ou tornar acessível uma série de conteúdos para que o oprimido possa se defender.

 


 

UMA JUSTIFICATIVA DE EXISTIR

Em certo grau, esse é o objetivo do meu site e da minha escrita.

 

Esse gesto divino de amor.  Dar aos outros algo que é importante para mim.

 

Talvez, em certa medida, seja também amor-próprio.

 

Porque minha página é, talvez, um pedido de desculpas. Ou uma justificativa.

 

Pois em todos os meus textos, apesar de falar de assuntos diversos, estou, antes de tudo, falando de mim.

 

Dando justificativa para uma determinada maneira de viver. De existir.

 

Nessa filosofia estética da existência é onde meu comportamento cresce.

 

É onde ele brilha.  Dar coerência a toda sorte de assuntos. Torná-los acessíveis. Mostrar alguma compreensão onde antes parecia haver apenas incompreensão.


 

VERDADE E MENTIRA

Faz tempo que parei de me perguntar sobre o bem e o mal, o certo e o errado, conceitos que, para mim, pouco significam e são de difícil definição.


A verdadeira verdade sempre produz materialidade. Ela se manifesta em algo real. Em forma de texto. De imagem. De criação.

 

Uma ideia só se torna plenamente verdadeira quando é capaz de atravessar o pensamento e ganhar corpo no mundo.

 

Se a materialidade que ela produz faz mal aos nossos sentidos, empobrece a vida ou nos conduz ao feio, ao vulgar e ao degradante, é porque havia nela algo de falso, equivocado ou de baixo valor.

 

Mas, se aquilo que ela cria nos agrada, nos alegra e reflete algo de belo — seja pela imagem, pela obra ou pelos efeitos que produz — então ela só pode estar mais próxima da verdade. Da verdade. Do amor. E do acerto.

 


 

MINHA FORMA DE AMAR

Ora, o outro pode repetir uma frase. Repetir o que outros disseram. Copiar. 
 

Mas o autêntico.O gesto novo. O discurso original. Esse cabe a mim produzir. Eu irei pensá-lo. Ou talvez já o tenha escrito.

 

Essa é a minha forma generosa de amar.

 

You're muckin' off

(Você está se lixando)

 

But I will live for you, my selfless love

(Mas eu viverei para você, meu amor altruísta)

 

 

ESCRITOR DAVE LE DAVE II (OFICIAL)
Enviado por ESCRITOR DAVE LE DAVE II (OFICIAL) em 14/06/2026
Alterado em 14/06/2026
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