
A diferença é de apenas uns 25 anos e uma câmera de celular.
É verdade que a foto recebeu um pequeno remaster pela inteligência artificial, mas existe um detalhe impossível de falsificar: esta pinta no nariz. Ela está ali desde sempre. É a minha versão da pinta da Angélica na perna — só que sexy sem ser vulgar.
Aliás, ela funciona como aquelas marcas de autenticidade que colocam nas notas de 50 ou 100 reais. Um selo antifalsificação.
A inteligência artificial pode suavizar rugas, corrigir iluminação, aumentar resolução e até ressuscitar fotografias esquecidas. Mas essa pinta continua exatamente no mesmo lugar, prestando silenciosamente seus serviços ao Instituto Nacional da Identidade David Amorim.
Se ela aparece na foto antiga e aparece na foto nova, não há muito o que discutir.
Ou eu sou a mesma pessoa, ou alguém passou décadas preparando uma fraude extraordinariamente elaborada.