O BEIJO DE LÍNGUA É O GESTO HUMANO MAIS ÍNTIMO!

Nesse jogo Mixtape, em determinado momento, é possível controlar duas línguas quando se beijam, olhando por dentro.




Que ideia quase de Almodóvar ao mostrar uma genitália feminina por dentro.
Mas a boceta tudo bem, todo mundo sabe como é.
Agora, o beijo visto por dentro é algo que sempre permanece secreto e oculto.
É o gesto mais íntimo entre duas pessoas.
Muito mais que sexo. Até mesmo do que sexo oral.
Colocar a língua na língua de outro, de certa forma, exige mais intimidade do que colocá-la no seu pau.
A prova é que uma puta cobraria para fazer em um cliente, mas faria de graça em quem ela amasse.
E como um beijo é erógeno, lascivo, muito mais que qualquer metida — sim, sexual.
Essa dança das línguas que se descobrem.
Esse tango anatômico tântrico.
Essa intimidade molhada e quente.
Uma linguagem não falada, mas que usa a língua e que não necessita roteiro.
Cuja improvisação, assim como no cinema, é sempre bem-vinda.
Assim como a próxima fala de um filme inédito, todo movimento do próximo beijo de língua é sempre inédito, irrepetível, impossível de ser previsto.
E nisso reside toda a sua imprevisibilidade.
A língua irá descer ou subir? Encostar de lado? Na ponta?
Qual será a coreografia jamais ensaiada? Qual será o próximo movimento? O próximo deslizar?
É por isso que o diretor de Mixtape foi longe demais ao mostrar o beijo visto por dentro.
Tudo bem filmar o sexo. A penetração.
Até a vagina por dentro, seja para fins médicos, educativos ou mesmo lúdicos e perversamente sexuais.
Mas mostrar a intimidade de um beijo... A arte foi longe demais.
Mas é exatamente esse o propósito da arte. Ir longe demais.
Até mesmo na intimidade.