RECANTO DAS LETRAS OU RECANTO DOS IGNORANTES?

Algumas pessoas chamam atenção não pelo que conhecem, mas principalmente por tudo o que ignoram.
Só que alguns levam essa ignorância à escatologia. À excelência máxima. E ainda se jactam disso. E o pior: já estão na metade da vida — quando não,já no estertores dela.
Por isso não resta mais tempo de correr atrás do prejuízo. Já que correram atrás do prejuízo a vida toda. E o alcançaram. Então se distraem no Recanto. Como se fosse bingo. Fazendo versos, algumas vezes com rimas, que parecem coisa de criança. Sem conteúdo. Sem repertório. Sem reflexão. Se eu tivesse 50 anos e escrevesse dessa maneira, ficaria altamente constrangido.
Não à toa escondem sua imagem.
Ora, o que é belo e tem valor não precisa ser ocultado. Ao contrário.
Criminosos usam máscaras pra cometer crimes. Assim como predadores da internet usam perfis falsos.
Agora, que alguém me chame de vaidoso ou narcisista, só pode ser recalque. Quando tudo o que faço, estando bem ou mal, é mostrar a realidade.
Mesmo “barrigudo” eu postava, sem constrangimento, meus looks.
Atualmente que tenho um corpo que não é real para a maioria das pessoas — exceto no Instagram —, atlético, definido, de baixo percentual de gordura, e estou cada vez mais bonito, chamam o meu trabalho sobre mim mesmo de narcisismo.
Agora, nem o trabalho de editar eu tenho mais. Eu mostro minha casa, minha roupa, meu quarto, exatamente como eles são. E me dá orgulho ser chamado de pobre-rico, pois foi justamente isso a primeira coisa que escrevi quando entrei no Recanto, através da descrição do meu perfil. Só que com muito mais talento, claro.
Porém, é mais fácil adjetivar sem sair de casa do que mudar a si próprio. Se fosse fácil, quem critica estaria produzindo. Ou se exibindo. Postando look, fazendo humor, sendo criativo, whatever… e não apenas adjetivando.
É por isso que não entro mais na página inicial do Recanto. A não ser quando esqueço. Porque estou aqui pra produzir realidade através da minha vida, da minha escrita, das coisas que crio. Não pra ressentir.
Enquanto alguns chamam de vaidade com as mãos engorduradas de bacon e a barriga profusa na camisa — que só não é maior que sua ignorância.
É por isso que eu só vou ler amigos.
E, como não disponho de tempo, os lerei quando deixarem algum comentário.
Porque na página inicial do Recanto não entro mais.
Não me preocuparei com números de leitura.
Apesar dos fatos mostrarem que tenho em média 100 leituras diárias.
E cada texto meu ultrapassa dois dígitos.
Às vezes chegando a mais de 20, 30. E alguns excessos superando 50.
Mesmo quando escrevo quase 10 textos por dia.
Como aprendi com Deleuze a filosofia da diferença, mostrarei minha diferença fazendo aquilo que faço bem: criatividade, elegância, bom gosto, exuberância física, talento e erudição. Com o único compromisso de que quem me ler aprenda uma coisa nova. Ou sinta fortes sensações. Como humor. Se inspire. E queira voltar.
Portanto falarei de alta cultura, filmes inéditos de arte, política e assuntos interessantes.
Sempre traduzindo da maneira mais agradável possível.
Pra que as pessoas queiram me ler e voltar. Porque é um conteúdo de amor. Que faz bem. E faz as pessoas evoluírem. Esse é meu único compromisso. E principalmente: exercer a vocação da resiliência. De, mesmo “errando”, melhorar cada dia mais. E sinceramente: eu sou bom nisso.
