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DAVE LE DAVE
SIM, ELE MESMO
Textos

 

UM FILME NO RECANTO DAS LETRAS POR SEMANA: DUBLÊ DE CORPO

 


 


 

Toda semana irei escrever sobre um filme inédito pra mim.

 

O dessa semana é Dublê de Corpo, de 1984, de Brian De Palma.

 

Que é mestre do suspense moderno e presta homenagem, nesse filme, ao mestre do suspense de todos os tempos: Hitchcock.

 

Uma mistura de Janela Indiscreta e Um Corpo que Cai.

 

E qual o gênero do filme?

 

Um thriller erótico? Um drama voyeur? Um suspense pornográfico?

 

Talvez seja um pouco de tudo isso.

 

É um Striptease, da Demi Moore, se esse fosse um filme bem-feito, dirigido e sem ser pastelão.

 


 

DUBLAGEM

O ponto negativo é que o assisti dublado. Pois não sabia que o aluguel na Apple TV só disponibilizava essa faixa de áudio.

 

Que, mesmo sendo da Herbert Richers, você acaba se acostumando.

 

E mesmo o filme sendo sério, mas com sacadas cômicas, a dublagem transforma as passagens sérias em humor. Com o Seu Madruga fazendo uma das vozes dos personagens. E as de humor em passagens sérias e sem graça.

 

Portanto, é um crime a dublagem com a obra original.

 


 

JAKE

A história conta sobre Jake, um ator fracassado contratado pra fazer um filme sobre vampiro.

 

Muito parecido com o clássico A Dança dos Vampiros, com Sharon Tate, que foi cruelmente morta por Charles Manson, casada com Roman Polanski.

 

E, como esse filme, o longa de Brian De Palma também presta homenagem ao expressionismo alemão. Que tenta capturar emoções mais caricatas do personagem. Herança do cinema mudo.

 

Jake sofre de claustrofobia e não consegue fazer a cena em que deveria ser enterrado. Tipo a noiva de Kill Bill.

 

Frustrado, chega em casa e descobre sua esposa com outro homem.

 

Como a casa era dela, ele se muda sem ter pra onde ir.

 

Tentando se tratar da questão da claustrofobia numa oficina de atores, conhece um ator que lhe fornece um lugar pra ficar.

 

Uma casa luxuosa numa montanha, com vista pra toda Los Angeles. E principalmente com um telescópio.

 


 

VOYEURISMO

E com um bônus: o telescópio dá diretamente pra casa de uma vizinha.

 

Que toda noite, no mesmo horário, faz uma performance de striptease e se masturba diante dos olhares indiscretos do telescópio. Muito parecido com o longa Não Amarás, de Kieslowski. E claro, Janela Indiscreta.

 

Aí o filme vira um suspense voyeurístico.

 

Com ele observando-a pelo telescópio todas as noites até que descobre uma tentativa de assassinato.

 

A partir daí o filme muda drasticamente. E se você quiser assistir, pare aqui. Pois acabarei contando o desfecho.

 


 

DUBLÊ

Acontece que ela é assassinada brutalmente por um indígena usando uma furadeira.

 

Como sabemos, Brian De Palma gosta de armas atípicas. Igual à motosserra em Scarface. E Jake testemunha tudo.

 

Perplexo, ele assiste a filmes pornôs pra esquecer do trauma.

 

E vê justamente um atriz fazendo a mesma coreografia performática da mulher morta que ele espionava. Ele decide ir atrás dela.

 

Até ele mesmo ser contratado como ator pornô pra “contracenar” com ela.

 

No final, ele descobre que ela era a dublê de corpo.

 

Era essa atriz pornô quem se exibia pro Jake, e não a mulher morta. E Jake só foi usado como cobaia.

 

Contratado pelo cara que emprestou o apartamento. 
 

Que era o verdadeiro assassino e marido da mulher morta.

 

Só pra servir de testemunha e o marido conseguir o álibi.

 

O indígena era o marido o tempo todo usando uma máscara.

 

No final, Jake acaba com um papel de vampiro mesmo.

 

Mas dessa vez num filme pornô mesmo.

 

 

ESCRITOR DAVE LE DAVE II (OFICIAL)
Enviado por ESCRITOR DAVE LE DAVE II (OFICIAL) em 20/05/2026
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