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DAVE LE DAVE
SIM, ELE MESMO
Textos


DETESTEI O NOVO DISCO DOS STROKES

 


 


 

REALITY AWAITS

Dia 26 de junho de 2026 o quarteto nova-iorquino irá lançar seu mais novo disco, chamado Reality Awaits.

 

O álbum foi produzido novamente por Rick Rubin e já teve dois singles divulgados:

 

• “Going Shopping”

• “Falling Out of Love”

 

E eu quis dar o nome do produtor justamente para indicar o culpado.

 

Eu coloquei o segundo single na capa do site para quem quiser escutar.

 

E aqui o Link para apresentação na CBS : https://youtu.be/dgoshnKcwFA?si=Kd8vIIG0wxBuv183

 

Pra mim, é uma música até legal.

 

Mas legal pra estar como última música de um álbum.

 

Ou aquela música depois de uma sequência de pauladas pra banda poder descansar nos shows.

 


 

VELOCIDADE

A banda abandonou aquele ritmo rápido.

 

Quase como se fosse o compositor da trilha sonora de Sonic do Mega Drive, Masato Nakamura.

 

Cujo ápice está em Reptilia.

 

Uma banda que inovou o rock.

 

Que não soava como nada antes já feito.

 

Com uma guitarra base, baixo e bateria precisos.

 

E outra guitarra com vários riffs alucinantes de tirar o fôlego, como em The Modern Age.

 

Lembrava a guitarra icônica de Andy Gill, do Gang of Four.

 

Com um vocal quase Lou Reed e Velvet Underground.

 

Com ritmo de Television.

 

Mas com um toque único, singular e atualizado.

 


 

DECADÊNCIA

Agora o disco novo traz uma sonoridade mais melancólica, artificial e decadente.

 

Com bastante Auto-Tune e os falsetes de Julian Casablancas, que vem usando recentemente.

 

E uma atmosfera meio pós-humana.

 

Quase como se os Strokes estivessem radicalizando aquela sensação de desgaste urbano e afetivo que já aparecia em The New Abnormal, de 2020.

 

Isso parece coerente com o próprio título: Reality Awaits.

 

Não mais a nostalgia cool da juventude nova-iorquina de Is This It.

 

Mas uma espécie de confronto fatigado com o real.

 

Parece que tentaram dar uma guinada para alcançar o mainstream. Que é imprevisível.

 


 

ÚLTIMO SUSPIRO

O último suspiro dos Strokes foi o terceiro álbum.

 

Que já está longe do primor dos dois primeiros discos: Is This It e Room on Fire.

 

O mesmo caminho aconteceu com Arctic Monkeys. Cujo ápice foi AM. O Kings of Leon.

 

E o Coldplay, que não sobreviveu ao terceiro disco sem se render à indústria pop.

 


 

MUDANÇA

Meu irmão sempre fala que, para uma banda ou artista serem grandes, em algum momento eles têm que evoluir. Mudar a sonoridade. Dar uma guinada. 

 

Usando o exemplo do Joy Division para o New Order. A fase de ouro do Depeche Mode. Beck. Blur.

 

O próprio Arctic Monkeys antes de se perder.

 

E claro: Beatles, David Bowie e Elvis. Dizem que, antes de alguém fazer alguma coisa, Elvis já havia feito tudo.

 

Essa regra só não vale pra quem faz o básico bem-feito: AC/DC. Ramones. Metallica.

 


 

FALLING OUT OF LOVE

O primeiro single, Going Shopping, seria a pior música desses três álbuns.

 

Agora essa Falling Out of Love é agradável.

 

Mas uma música de seis minutos que não explode equivale a duas músicas do tempo áureo.

 

Se eu fosse produtor, jamais permitiria que uma das minhas bandas favoritas trilhasse esse caminho.

 

Pra inspirá-los, eu os faria escutar as bandas que citei acima e a trilha sonora de Sonic, para recuperar o ritmo e velocidade do som.

 


 

SITE

Aliás, aproveito o ensejo pra comunicar que, a partir de amanhã, passarei a homenagear durante a semana artistas que eu gosto através da música do site.

 

Então deem uma conferida.

 

Durante a semana tocarei só músicas temáticas ou de uma mesma banda, compositor etc.

 

Amanhã começaremos justamente com as melhores músicas do compositor de Sonic.

 

Pra eu colocar velocidade à monotonia dos Strokes atualmente e relembrar a boa fase deles.

 

ESCRITOR DAVE LE DAVE II (OFICIAL)
Enviado por ESCRITOR DAVE LE DAVE II (OFICIAL) em 19/05/2026
Alterado em 19/05/2026
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