A DEMO-CRACIA CONTRA A DEMOCRACIA

Mesmo após os áudios vazados de Flávio, que quanto mais tenta se explicar piora, parecendo até a rainha Macbeth lavando as mãos de sangue imaginário pelo peso da culpa após chegar ao poder cometendo diversos assassinatos.
Aliás, recomendo Trono Manchado de Sangue, que é o que será se Flávio chegar ao poder.
Que é a versão de Akira Kurosawa sobre a peça icônica de Shakespeare.
Ainda há comentários de eleitores Bolsonaro dizendo que ele é o único que pode livrar o país do P_oder das T_revas.
No roteiro que vazou do filme de Bolsonaro há trechos que falam que a enfermeira que cuidou dele, se fosse esquerdista, teria deixado ele morrer.
Era uma “adoradora de Lula”. Que o olhar dela é frio.
Num diálogo de fazer inveja ao citado Shakespeare, né.
Em outro brilhante passante, quando uma repórter pergunta se ele tem um discurso, ele responde indignado:
“Discurso? Eu não tenho discurso. Eu falo com meu coração, a minha alma e as minhas bolas.”
Eu não sei a dos outros homens que me leem, mas as minhas pelo menos nunca falaram.
Nem a bola de verdade, o Wilson de Náufrago, falava.
E talvez as de Bolsonaro tenham a mesma função do filme de Tom Hanks.
Mas, se elas respondessem, eu começaria a ficar preocupado.
Eduardo Bolsonaro, que apareceu como produtor executivo do filme, disse que conseguiu arrecadá-lo pela iniciativa “conservadora”. Sim.
A iniciativa conservadora de pegar dinheiro de corrupto, a quem seu irmão tem relação de irmão. Dinheiro, aliás, que a produtora afirma que não recebeu. Ou, talvez, esse dinheiro de corrupto fosse pra bancar Eduardo Bananinha nos E.U.A com seu lobby pra fazer guerra a democracia brasileira pela tirania da América de Trump?
Toda a família Vorcaro está presa.
E toda a família Bolsonaro tem as mãos manchadas de sangue desde a época da pandemia, em que as ações e declarações dele culminaram em diversas mortes.
E Bolsonaro, com seu linguajar chulo, com sua declaração de que usa apartamento para “comer gente”, mesmo sendo casado e tendo quase tantos casamentos quanto a Gretchen, chamou para fazer o filme alguém que interpretou Cristo em A Paixão de Cristo, de Mel Gibson.
Para colocá-lo talvez como o verdadeiro Messias.
E os adoradores de Lula como o inimigo.
Mas quem se coloca como Cristo e quem apoia esse falso Cristo, como a gente chama essas pessoas?
Esses adoradores de Baal?
Que queriam defender a abolição violenta do Estado Democrático de Direito.
Que falam contra o aborto de um embrião, mas defendem hipocritamente a política da morte.
Da legalização de mortes que tiram vidas completas.
Que recebem dinheiro do mundo do crime das milícias, que fazem dinheiro trocando o sangue que derramam em dinheiro.
É por isso que eles não ligam para a democracia, que nós brasileiros defendemos, republicanos.
Mas sim para a Demo-cracia.
O governo do demo. A democracia do demo.