BOLSONARO É TÃO PATRIOTA QUE SEU FILME SE CHAMARÁ “DARK HORSE”
Além da leniência, da falta de espinha ereta e da genuflexão dos Bolsonaro ao dizerem que o Brasil e a Amazônia deveriam ser quase um estado norte-americano — e que deveríamos ser subservientes aos EUA para que eles enriqueçam explorando nossas terras raras —, o fato de muitos “patriotários”, como Eduardo ou Ramagem, preferirem até pagar impostos lá fora, em vez de contribuir com o país que os enriqueceu, agora surgiu mais uma demonstração desse “nacionalismo”.
O filme sobre Bolsonaro se chamará Dark Horse.
Esse Policarpo Quaresma às avessas talvez, em vez do tupi-guarani, gostaria de instituir o inglês como língua oficial nacional.
E os autores e diretores? Todos americanos.
Imagine a ideologia necessária para alguém aceitar dirigir e participar de um filme sobre Bolsonaro.
Ora, mas é óbvio: talvez ele ache que todos os artistas bons brasileiros são de esquerda… e os bons norte-americanos, em todos os sentidos, são democratas. Quem sobraria, portanto?
Mas uma coisa é preciso reconhecer: ele não foi hipócrita. Não usou dinheiro estatal; usou dinheiro de banqueiro corrupto. Aliás, a própria empresa americana afirmou que não recebeu nenhum tostão.
Então fica a pergunta: em troca de quê ele recebeu dinheiro — e onde está o dinheiro?
Ou, como diz aquela música brasileira: o gato comeu.
Ou melhor: the cat ate, para usar o idioma predileto do patriotismo deles.
