EU LEVARIA NEYMAR PRA COPA!

Não, não é piada, como a classificação, erroneamente, de humor sugere.
Primeiro que também não irei falar hipocritamente como alguns: eu quero Neymar para jogar futebol, não para casar com a minha filha.
Já que alguns homens gostariam do Neymar, pelo dinheiro e fama — e apesar dos pesares — principalmente para casar com sua filha, e não para jogar futebol.
Eu não queria Neymar para casar com a minha filha hipotética nem que ele fosse o Messi. Nem mesmo o Kaká.
POETA
Mas, de boca fechada, como diria Romário, ele é um poeta.
Talvez de boca fechada e mãos atadas, já que ele gosta inclusive de bater em mais jovens, como o Robinho Jr. Que loucura chegamos:
Neymar Jr. batendo no Robinho Jr.
Porém, se eu fosse Neymar, ficaria altamente preocupado em bater num filho de um presidiário.
Afora isso, eu sempre fui Neymarzete. Pelo futebol.
Em momentos de maior empolgação, até ensaiei cortar moicano pica-pau em 2010, quando ali sim ele deveria ir pra Copa e era mais gostável. Um menino da Vila.
Santos, esse time pequeno de São Paulo que teve Pelé e grandes jogadores, que desperta mais simpatia do que desprezo.
PVC, comentarista esportivo, um dos poucos que ainda há, disse algo muito bonito sobre Neymar: que a relação do Neymar com a bola é de intimidade, daqueles que chamam ela de “você”.
Mas ele não tem intimidade com o jogo de futebol, que é a razão de ser da bola.
Essa conclusão mais filosófica e analítica, é claro, é minha.
O jogador brasileiro gosta de jogar futebol, de jogar bola, mas não gosta de ver futebol, do jogo em si.
Isso se reflete nas nossas torcidas e relações com nosso time.
O brasileiro gosta da vitória, do triunfo, e não do futebol em si.
Nós somos o país do futebol, sim.
Não a Inglaterra.
Mas do futebol jogado, não assistido e amado.
Este continua sendo inglês. Os inventores.
The football comes back home. Com o sucesso da liga inglesa.
Porque, se fosse pela prática do futebol, nem com Neymar, Messi, CR7 e Pelé juntos…
Aliás, vamos falar de Messi?
Messi é bem mais velho que Neymar e, pelo seu comprometimento com o jogo, foi campeão mundial mais velho do que Neymar é hoje.
E nessa Copa pode ser bicampeão.
O fato de que eu levaria Neymar é pela relação dele com a bola, não com o jogo.
E também não dá pra levar um reserva do Arsenal, como Martinelli, e não levar um jogador que foi o melhor jogador nosso da Copa passada.
De Neymar a gente espera um milagre.
De Martinelli, nem o milagre o salvaria.
Portanto, alô, Ancelotti: se minha opinião ainda vale alguma coisa, eu quero a convocação de Neymar na minha mesa na segunda-feira.
Atenciosamente,
