× Capa Textos Áudios E-books Fotos Perfil Livro de Visitas Contato Links
DAVE LE DAVE
SIM, ELE MESMO
Textos


O LIMITE DOS GESTOS OBSCENOS

 



 

Este é Bobadilla, jogador do São Paulo.



E este é o seu gesto obsceno.

 

O que ele quer dizer?

 

Aparentemente, ele está indicando para todos que não se transformou na Roberta Close e que ainda possui orgulho de ter testículos. Popularmente mais conhecidos como “ovos” ou “bolas”.

 

Ele não foi expulso pelo gesto, pois ele é típico do universo do futebol… masculino.

 

Ao contrário do gesto dos jogadores corinthianos algumas rodadas atrás, que não só indicaram suas bolas, mas as apalparam. E esse é justamente o limite que separa o gesto de masculinidade do cartão vermelho — cor da obscenidade, aliás.

 

Mas essa é mais uma prova da vulgaridade do sexo masculino e da superioridade do sexo feminino.

 

Porque, eu sei, o futebol feminino não é dos mais competitivos, mas ao longo dos anos já tivemos uma amostra significativa de gols e NENHUMA mulher comemorou apontando para suas genitálias em sinal de “feminilidade”.

 

Já os homens, mostrando que ainda não superaram completamente sua descendência dos macacos, exprimem sua masculinidade mostrando o óbvio: sua genitália.

 

Eu acredito mais no Antoine Doinel, de François Truffaut, quando diz que a visão de um homem pelado é abominável…

 

Para o futebol feminino, faltam só algumas alterações para ficar, digamos, mais atrativo.

 

Por exemplo: o gol me parece muito grande para goleiras mulheres.

 

De repente, se tirarmos a goleira e substituirmos os gols por aqueles pequenos golzinhos improvisados que a gente faz na rua, de madeira ou até com chinelos Havaianas (vote Lula 13), talvez fosse mais interessante…

 

Outra sugestão seria abolir os uniformes femininos tradicionais, que parecem demais os masculinos.

 

E, em algumas ligas — como as da Suécia, Dinamarca e outras ligas escandinavas ou do leste europeu —, testar a ideia de substituí-los por lingeries: um time de lingerie vermelha e outro de preta, para diferenciar e criar uma identidade visual da liga escandinava.

 

E, para atrair capital, em vez de marcas como Nike e Adidas, teríamos patrocínios mais sofisticados, como Victoria’s Secret e HOPE.

 


 

David para comissário da liga feminina de futebol mundial unificada, assim como David Stern foi da NBA nos tempos áureos.

 

Porque eu prometo não apenas deixar de punir jogadoras que eventualmente retirem parte do uniforme na comemoração dos gols, como também acrescentar um gol adicional pela coragem.

 

ESCRITOR DAVE LE DAVE II (OFICIAL)
Enviado por ESCRITOR DAVE LE DAVE II (OFICIAL) em 12/05/2026
Alterado em 12/05/2026
Comentários