O LUCRATIVO MERCADO DO “VÍCIO”

Na reunião entre dois dos maiores líderes da história mundial e Donald Trump, a reunião promete debater o problema do narcotráfico, que alguns ignorantes querem associar ao terrorismo e talvez até ao comunismo.
Primeiro: o maior mercado consumidor de drogas ilícitas é nos Estados Unidos, com o dinheiro de Wall Street — não no México, na Colômbia, onde há a produção.
Ou no Brasil, no qual o crime organizado, além de lavar dinheiro dos Estados Unidos, compra armas ilegais de lá e também, por que não, exporta a droga daqui para lá.
Portanto, é um problema capitalista e americano, sobretudo.
Além do brasileiro, já que crime organizado é brasileiríssimo, como a jabuticaba.
Ora, quem viu o filme de Trump, de Ali Abbasi, e por ele circular no mundo do capital, presume que Trump entenda um pouco de quem é o principal consumidor de droga.
Do que faz a roda do mercado do vício funcionar.
Mas ele prefere terceirizar tudo para imigrantes ou latinos.
E fazer a guerra ao narcotráfico com arsenal — esse sim — 100% norte-americano.
Já que, para os Estados Unidos, a guerra historicamente sempre foi lucrativa: desde a venda de franquias de jogos de videogame até armas de fogo.
E também como cortina de fumaça lançada sobre a má atuação do governo e inclusive sobre as orgias de poderosos de Epstein — que não eram latinos nem estrangeiros —, regadas certamente a drogas e álcool.
Porém, drogas são só uma pequena fração do mercado do vício que os Estados Unidos sofrem.
Aqui no Brasil, ele faz vítimas em jogos de apostas, como o Tigrinho, bets ou ilegais.
Nos Estados Unidos, com os obesos viciados em fast food.
Ou dos ricos falidos em compras.
Assim como a ignorância e a preguiça também são vícios.
O capital, atento a essa tendência, é eficaz em convertê-la em lucro.
