O “comum”-“nista” é aquele que parece disco arranhado, que só fala de um mesmo tema, uma mesma fórmula, sempre adepto do senso comum como verdade universal, que professam o "comum"-"nismo".
Adotam slogans fáceis, oriundos de um ódio purulento, intestinal, contra algo que não conseguem tornar lógico.
Chamam-no de “burro” e “analfabeto”, quando eles mesmos não conseguem externalizar um argumento coerente.
E, como capitães do mato, adotam o discurso justo de quem os tornou “comum”-“nistas”.
A lógica do mercado não é a mesma do Estado.
Quanto maior uma empresa fica, menos ela liga para o cliente.
É comum, atualmente, com a digitalização, bancos fecharem fisicamente sem ligar para as velhinhas que não sabem usar o digital — tudo para baratear as operações.
Empresas de celular trocam call center por robôs ou colocam operadores mal preparados, pagando salário mínimo e com cobertura precária.
Quanto maior o oligopólio ou monopólio, pior o serviço.
Aqui em São Paulo, a Enel e a Sabesp, que detêm o monopólio da luz e da água, são o maior exemplo disso.
Mas esses “comum”-“nistas” querem tirar o Estado da equação.
Querem desregularizar o mercado. Querem privatizar tudo.
Compram o discurso de quem precarizou e sodomizou o pensamento deles. Os pobres coitados.
Pobres cognitivamente e financeiramente, ajudando a propagar o discurso de uma elite que os subjuga pela consciência.
Ou pela hipocrisia: de se dizerem cristãos, “Deus, pátria e família”, mas, se servem a Deus, é o do Velho Testamento. Porque defendem a pena de morte. Não pregam o arrependimento. Pregam o extermínio. Distribuindo armas.
Outrora, o homem se comungava com as artes, com a cultura ou com Deus.
Agora, assassinos em série adquirem uma arma, entram em comunhão com o fogo, e disparam contra uma série de pessoas, para tentar dar um recado ao mundo.
Não pela criação de algo artístico, não pelo sangue de Cristo que morreu pelos nossos pecados, mas pelo sangue inocente das vítimas.
Das armas e do pensamento que esses “comum”-“nistas” do Recanto das Letras, versados em senso comum, defendem.
