EU SOU MEIO BART E MEIO LISA SIMPSON

Achei muito legal quando a recantista Lia Fátima disse que minha página é eclética, pois é exatamente o contrário do “monotemismo”— e agora do novo fenômeno do “comum”-“nismo”, que impera em algumas páginas do Recanto, onde o senso comum se torna argumento irrefutável através de slogans fáceis.
Para esses, aquela máquina de escrever de uma nota só do Chaves seria ideal:

Eu gosto que as pessoas entrem na minha página e não saibam o que vai vir.
Nem mesmo o título entrega o conteúdo.
Ao contrário de algumas escrivaninhas em que, sem entrar, você já sabe o que vai ser escrito…
E, para provar que você não sabe o que esperar — nem como este texto vai acabar —, eu digo que, para mim, depilação íntima feminina é igual Os Simpsons: gosto de todas, mas prefiro a Lisa… Mentira.
A Lisa é a mais chata.
E o Bart, em determinado momento, perdeu protagonismo para o Homer…
Mas eu sou uma mistura de Bart — desde o colégio — com a Lisa.
E, para quem viu o episódio da Maggie crescida, talvez um pouco de Maggie também.
Esse é um “easter egg” para os fãs que forem me ler, que conheçam tanto Os Simpsons quanto a mim…
Em determinado momento do colégio, meu caderno tinha mais caneta vermelha do que azul, de tantas advertências que eu recebia — que até tive que tentar falsificar a assinatura dos meus pais… e as convocações. Suspensão, não.
Porque minha “arruaçã” era mais espiritual e menos física, por assim dizer.
Uma senhorinha da escola disse para minha mãe que eu não queria saber de estudar — que ela devia desistir.
Bom…
acho que essa senhorinha, na vida dela, não seria capaz — nem se começasse agora — de escrever uma redação de 10 linhas que se assemelhe minimamente a um dos meus artigos culturais…
Era meio desconcertante para os professores terem que dar a melhor nota justamente para o “pior” aluno.
O que mais fazia bagunça.
O que praticava bullying antes mesmo de inventarem a palavra.
E estão querendo acabar com o bullying…
Mas ele é importante para moldar o caráter e preparar os jovens para o mundo corporativo, que costuma ser muito pior.
O legal da vida é que ela sempre tem um grau de imprevisibilidade — exceto em algumas escrivaninhas aqui do Recanto, que são sempre chuva e neve. Mais do mesmo.
