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DAVE LE DAVE
SIM, ELE MESMO
Textos

 

VOCÊS RIEM DE MIM, COMIGO OU PARA MIM?

 


 


 

RIR DE MIM

Eu me recordo de quando comecei a postar meus looks.

 

Eu abria o espaço de comentários para todos.

 

Recebia muitos ataques: diziam que eu tinha a cara amassada, que era gordo (barrigudo), etc.

 

Não me ressenti, não parei, tampouco mudei.

 

Continuei.

 

Melhorei.

 

Aperfeiçoei.

 

Evoluí.

 

Restringi os comentários.

 

Porque direito à liberdade não é direito à libertinagem.

 

E quem quiser me criticar não tem o direito de fazê-lo no quentinho do anonimato.

 

Que se exponha.

 

Que exiba o rosto, os próprios artigos, a própria elegância —para contrastarmos.

 

Curiosamente, depois que passei a permitir comentários apenas de recantistas, os ataques cessaram.

 

A bem da verdade, elogios e incentivos também não recebo.

 

A não ser aqueles que extraio da minha própria força de vontade.

 


 

RIR COMIGO

Desde o colégio — desde a infância — tenho vocação para o humor. A primeira característica que destacavam em mim — até em dinâmicas de grupo — é o humor. Só depois passou a ser uma suposta “inteligência”, mas voltaremos a isso depois.

 

Não diria que sou comediante. Mas apenas um comecuzinho… (tu-tu-tiz).

 

No início das minhas piadas amadoras, as professoras me mandavam para fora da sala.

 

Diziam que eu era irritante, que só fazia bagunça, barulho, que não era divertido nem inteligente como alguns — mas bobo.

 

Curioso: a professora que disse isso era mais velha do que eu sou hoje.

 

E, se compararmos o nível de fineza e cultura que alcancei com o dela, é quase como comparar um nadador amador com Phelps.

 

Uma vez, uma professora me mandou para fora da sala no frio torrencial e disse para eu ir tomar sol.

 

Quando ela fechou a porta para eu sair, respondi que não tinha trazido protetor solar.

 

Dizem que, quando a ficha caiu, ela — e a sala inteira — riram.

 

Riram comigo.

 

Não à toa, desde a oitava série, meu apelido era Machadinho, dado pela professora de português.

 


 

RIR PARA MIM

No começo do Recanto, eu falava de assuntos mais sérios: amor, cultura, política.

 

A leitura em demasia, como dizia Nietzsche, é inimiga do riso e da diversão, porque cria o espírito de gravidade e seriedade dos homens.

 

É esse espírito que vemos nos homens de negócio.

 

Mas esses, além de não rirem, nem cultura têm.

 


 

RETORNO

Hoje, que voltei às minhas origens primordiais,voltei a ser criança.

 

Retomei o brincar, o rir, o fazer piada.

 

E, quando leio, escrevo, estudo e até trabalho, faço isso com o ineditismo de uma criança descobrindo um novo brinquedo.

 

É por isso que, para Nietzsche, a criança é a última etapa do além-do-homem.

 


 

EPÍLOGO

Por fim, tenho que concordar com Ariano Suassuna:o humor é uma forma ELEVADA de inteligência. Dizem que é um dos atributos que mais encantam, procurados e até afrodisíacos para as mulheres. Não à toa, o riso, quando irrompe da boca da mulher, se assemelha perigosamente a um orgasmo.

 

ESCRITOR DAVE LE DAVE II (OFICIAL)
Enviado por ESCRITOR DAVE LE DAVE II (OFICIAL) em 24/04/2026
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