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DAVE LE DAVE
SIM, ELE MESMO
Textos

 

Em vez de DESTRUIR a Humanidade, talvez a IA possa SALVÁ-LA

 


 


 

O jogo Marathon, que estava em desenvolvimento desde 2019, foi lançado neste ano com um orçamento de 250 milhões de reais. 

 

Isso quer dizer que, para sequer começar a se pagar, ele terá que vender absurdamente bem — o que será muito difícil.

 


 

CUSTO E ESCALA

A produção de jogos está cada vez mais demorada e mais cara, devido às exigências do mercado, principalmente por gráficos cada vez mais realistas, impulsionados pelo avanço tecnológico e pelo aumento do custo de equipes.

 

O maior produto de entretenimento da história é o game GTA V, com mais de 10 anos.

 

O primeiro GTA do PlayStation 2, ambientado em Los Angeles, 

teve cerca de 50 pessoas na equipe de desenvolvimento.

 

Já GTA VI, que será lançado este ano, retorna à mesma cidade com uma equipe de mais de 6.000 pessoas.

 

O que onerou o custo de desenvolvimento de Marathon, e de qualquer outro jogo, foi, sobretudo, o custo com pessoas. 

 

Criatividade humana  é cara.

 


 

A VIRADA

E é aí que entra a inteligência artificial.

 

A equipe de Xbox, da Microsoft, já ciente desse movimento, substituiu um nome tradicional da indústria — alguém claramente gamer, seu antigo CEO Phil Spencer — por uma jovem especialista em inteligência artificial, de origem indiana, Asha Sharma, que mal sabe segurar um joystick  e manipula os dados de sua conta para simular atividade.

 


 

DEMISSÕES E SUBSTITUIÇÃO

Diversos empresas de jogos, infelizmente, estão demitindo em massa  para delegar o trabalho artístico dos games à IA, o que vem gerando intenso debate  sobre os limites da criação artística.

 


 

REFLEXO NA ARTE

A Capcom, famosa por Street Fighter, lançou um jogo em que o grande vilão é a inteligência artificial.  Uma das personagens principais  é uma IA criança, que tenta combater outra IA que deseja dizimar a humanidade em uma lógica semelhante ao HAL 9000, de 2001: Uma Odisseia no Espaço.

 

Ou seja: a discussão está longe de ser nova.

 

Mas revela a visão do estúdio sobre o tema.

 


 

ENTROPIA OU SOLUÇÃO

O fato é que a inteligência artificial, em vez de destruir a indústria — 

que, seguindo esse caminho, tende à autodestruição, pela lógica da lei da máxima entropia — pode salvá-la, ao baratear o processo de produção.

 

Poderíamos chegar a um consenso: o trabalho artístico principal —direção, roteiro, estilo, cenários —permanece humano.

 

Define-se a finalidade, a intenção da obra. 

 

E, a partir disso, o trabalho mais operacional, ainda que envolva arte, poderia ser auxiliado pela IA, desde que o processo permaneça sob direção humana.

 


 

TECNOLOGIA E MEDO

Causou polêmica também  a tecnologia DLSS 5, que utiliza inteligência artificial  para melhorar os gráficos.

 

Alguns jogadores argumentaram  que o resultado se aproxima  de filtros de Instagram, alterando a obra original.

 

É, de fato, uma tecnologia ainda embrionária.

 

Mas não vejo motivo para temê-la, e sim para compreendê-la.

 


 

EPÍLOGO

Imagine se tivéssemos temido o oceano e nunca tivéssemos navegado.

 

Ainda acreditaríamos que a Terra é plana.

ESCRITOR DAVE LE DAVE II (OFICIAL)
Enviado por ESCRITOR DAVE LE DAVE II (OFICIAL) em 18/04/2026
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