O ÓDIO CONTRA LULA É COISA DE POBRE!

É muito simples provar que o ódio contra Lula é fruto de um fenômeno que a própria extrema direita produziu: o pobre — normalmente de extrema direita.
Ele é muito parecido com um fenômeno sociológico aqui do Brasil, sobre o qual ainda irei escrever com mais detalhe: o “brasileiro redneck”. Tomando emprestado o termo americano redneck — o branco da caminhonete com bandeira confederada, caipira, de chapéu de cowboy ou boné, calça jeans, ultranacionalista, racista contra imigrantes, amante mais de armas do que mulheres… o “brasileiro redneck”, com seu viralatismo, quer imitá-lo, mesmo sendo ele próprio pobre e retirante.
Por isso, nutre ódio por um retirante sindicalista que virou presidente e um dos brasileiros mais importantes de todos os tempos, e passa a ver outros retirantes — à semelhança do discurso anti-imigrante norte-americano —como ameaça ao seu próprio espaço.
E a prova de que o ódio contra Lula é coisa de pobre é que o “mercado” — essa entidade quase metafísica criada por economistas e jornalistas — preferia que o candidato do PT fosse Haddad. Sinal claro da política econômica liberal do governo Lula, que só é “de esquerda” na cabeça do pobre de extrema direita.
A diferença entre Lula e seu opositor não é de direita e esquerda: é de democrata e ditador.
Uma crítica possível ao governo é o nível de juros — quase pornográfico — do Banco Central, sob administração de Galípolo, que não encontra justificativa clara no momento econômico atual.
Mesmo assim, os números que embaralharam o cenário político — com a ascensão do nepobaby da ditadura e da política, Flávio Bolsonaro, o empresário do ramo do chocolate, sem experiência em cargo executivo de governo relevante — surpreendem e, muitas vezes, são distorcidos.
Isso ocorre apesar de: queda do desemprego, aumento da renda das famílias, e inflação em baixa.
O desafio, com certeza, é melhorar a comunicação, principalmente nas redes sociais, já que a estratégia do adversário é justamente a disseminação de notícias falsas em grupos de WhatsApp, voltados ao público mais vulnerável.
Abre aspas para Lula:
“Vou terminar meu terceiro ano de mandato com a menor inflação acumulada em 4 anos da história do Brasil.
Vou terminar meu terceiro ano de mandato com o menor desemprego da história do Brasil.
Vou terminar meu terceiro ano de mandato com o maior crescimento da massa salarial e com o maior fluxo de exportação da história.”
Fecha aspas.
