A DIFERENÇA ENTRE O “PALMEIRENSE” E O “CORINTHIANO”

Meus amigos recantistas torcedores de outros times que me perdoem…
mas, como diria Lima Duarte, vocês não sabem o que é um Parmera e Corinthians. O derby. O maior classíco do país. Que já foi transformado em cinema duas vezes: Boleiros e A História de Romeu e Julieta.
Mas a diferença entre as duas torcidas não é apenas demográfica, de renda ou de cor — como muitos gostam de reduzir: maloqueiro, favela, sofredor; versus imigrantes, italianos; leste, oeste; Itaquera, Perdizes; PUC; ou até a suposta “universidade da Zona Leste”, que, na verdade, não há. E os intelectuais que fizeram a Democracia Corinthiana, ironicamente, saíram do teatro da TUCA, da PUC.
Mas a diferença entre palmeirenses e corinthianos é sobretudo, de ego.
O corinthiano é um torcedor profundamente egocêntrico.
Ele se coloca no centro do mundo. O Corinthians é o time do "povo" — ele existe por causa do povo. Que, por coincidência, é corinthiano.
Já o Palmeirense existe exclusivamente por causa do Palmeiras.
O palmeirense é escravo — e cativo — da vontade do clube.
Paulo Nobre, talvez o maior presidente da história do clube, apesar de rico, sabia que, ao vestir a camisa do Palmeiras, se sentia um super-herói.
Chamava o time de “Palmeirinha”, porque sabe que Palmeiras, com maiúscula, só existe um.
É por isso que o palmeirense chamará o Allianz Parque de “Nubank Parque”, ou qualquer outro nome, se for para o bem do PALMEIRAS.
E é por isso que amamos e criticamos mais do que ninguém: não porque nos achamos maiores que o clube, nem porque nossa felicidade dependa dele, como o corinthiano, mas porque o Palmeiras é extensão do palmeirense. Faz parte da nossa essência. Da nossa identidade no mundo.
Não nos achamos maiores que o clube. Nós fazemos parte dele. Estamos aqui para servir ao Palmeiras. E, por isso, o palmeirense nunca pode “roubar” o Palmeiras: é sempre apoiar, cantar e vibrar.
