"JORNALISTA" É MAIS IMPORTANTE IMPORTANTE QUE "MÉDICO"

A informação, atualmente, é o bem mais valioso da sociedade.
Neste momento, escrevo de um smartphone. Através dele, você tem um mundo de informação.
Mas, se não tiver acesso à informação fundamental — que é a “senha do celular” —, você não faz nada. Na era das fake news, ainda mais.
Sou do tempo do rádio. Ouvia-se jornalistas como Cláudio Zaidan (vejam, um cristão), que tinha um programa chamado Bandeirantes a Caminho do Sol, durante a madrugada. Desde aquela época, eu tinha o hábito de escutar algo para dormir.
Ouvia Zaidan destilar sua erudição e conhecimento sobre vários assuntos.
Um jornalista raro, da estirpe de Millôr Fernandes, Paulo Francis, Nelson Rodrigues… oriundo do esporte.
Hoje, jornalista esportivo virou entretenimento. E o entretenimento, clubismo. E o jornalismo tradicional, militarismo.
O nível técnico e de formação dos jornalistas é muito fraco: sem opinião, sem texto e até — pasmem — sem informação. É quase como uma padaria não ter pão.
Há raras exceções, que na verdade vêm de áreas correlatas: Reinaldo Azevedo, que é das letras, Fernando Schüler, que é analista político, etc.
No meu texto anterior, citei a empáfia dos pastores. A dos jornalistas costuma ser ainda maior. Ornamentam seu cenário com alguns livros, como Milly Lacombe , assumem um ar blasé, um tom de voz meio lacônico e pastoso para pressupor inteligência, tudo para proferir meia dúzia de banalidades e obviedades — lugares comuns.
A empáfia, na verdade, não é prerrogativa de evangélicos ou jornalistas.
Filósofos — e dos bons — também escrevem difícil, justamente para dificultar ao máximo a compreensão de seus textos e criar uma filosofia para poderem entender sua própria filosofia.
Então se criam grupos de estudo, de intelectuais, versos e versões para discutir a obra de um único autor.
Mas uma coisa é certa: não existem jornalistas sérios, intelectualmente honestos e capazes que defendam Bolsonaro. Intelectual e bolsonarista, inclusive, é uma impossibilidade silogística, porque a escolha de um exclui o outro. E digo mais: é impossível alguém que tenha o hábito de leitura de, pelo menos, meio livro ao ano votar em Bolsonaro. Isto posto: esse perfil e, todas demais pessoas de bem, votamos LULA 2026!