"FEMINICÍDIO" COMEÇA NA FALTA DE "COMUNICAÇÃO"

Na pandemia, aumentaram exponencialmente duas coisas: as mortes de mulheres e homens voltando a jogar videogame.
Talvez, os que não mataram suas mulheres tenham sido justamente aqueles que foram jogar videogame.
Mas a pandemia extrapolou vários problemas de comunicação.
Ela obrigou as pessoas a ficarem em casa.
Obrigou casais a conviverem.
E muitos descobriram que não se suportavam.
Com isso, foram jogar videogame ou ouvir podcast — e por isso esses hábitos se popularizaram.
Também aumentaram os números de divórcio e feminicídio.
Isso mostra que, muitas vezes, o que sustenta um casamento não é o amor, nem a comunicação, nem a cumplicidade.
Mas a rotina. As ausências. A pressão social. Os filhos. Os bens materiais. Os acordos. O interesse financeiro.
Os filhos deixam de ser expressão da felicidade do casal e passam a ser apenas o motivo que sustenta o relacionamento.
Sem isso, ele já não teria razão para existir.
E então, quando há uma catástrofe externa — como uma pandemia —e os casais são obrigados a conviver, eles finalmente se descobrem: casaram com alguém que não suportam. E alguns, mais esquentadinhos — e com arma em casa — acham por bem simplesmente eliminar suas mulheres.
Ora, não seria mais fácil conversar?
Ah, não…
Conversar é coisa de “mulherzinha”.
Para quem acabou de eliminar uma, esse argumento não vai colar não, né.