QUEM DIZ QUE SOU PREGUIÇOSO SÓ PODE SER LOUCO

Quem caminha, em média, uma hora e meia por dia — sem se perguntar se alguém está vendo ou não —
ou que lê calhamaços de mais de mil páginas, mais de uma vez, como As Benevolentes, Em Busca do Tempo Perdido, A Comédia Humana, Dom Quixote,
que subiu o Everest do pensamento ao estudar as Críticas da Razão Prática, do Costume e do Juízo, de Kant,
ainda com a tenra idade de 34 anos,
eu acho que não pode ser considerada uma pessoa preguiçosa.
A não ser que você seja louco.
Ou, se preferir, neurodivergente…
Acontece, na minha caminhada, de às vezes eu passar por muitas igrejas.
Algumas cheias — sendo convidado a ter a alma salva e adentrar ao templo.
E eu respondo que prefiro salvar a alma fazendo o que estou fazendo:
caminhando, cuidando do corpo.
Porque me parece muito ingrato salvar a alma simplesmente entrando numa construção de concreto,
fechando os olhos e esperando a saúde cair do céu.
Eu prefiro produzir a saúde.
Criá-la.
Não esperá-la cair do céu.
Simples assim.
E, pela minha (parca) experiência no mercado de trabalho — e como empresário —,
é muito mais fácil operar planilhas, números e pessoas
do que trabalhar com abstrações do pensamento:
estudar, escrever, pensar — ou simplesmente agir de fato.
Se não fosse o caso, não se veria tantos empresários sedentários e obesos.
Principalmente no suposto país do empreendedorismo, que é os EUA.
Além do mais, se as pessoas valem por sua raridade,
e raridade, por definição, é algo difícil de encontrar no mundo,
então nunca é uma característica isolada.
Por exemplo:
é raro alguém com muito dinheiro.
Mas é muito mais raro alguém com muito dinheiro — e ainda bonito e atlético.
Assim como é ainda mais raro alguém com dinheiro, atlético, bonito, elegante, culto…
Quanto mais características raras reunidas, mais difícil de encontrar no mundo,
mais, digamos, “unicórnio”, essa pessoa se torna.
Nesse sentido, sem dúvidas, eu sou raro.
Mas quem me defende, talvez, sejam minhas leitoras.
Arbitrariamente.
E isso quando elas não estão com raiva de mim
e têm algum pretexto — ou motivo — para falar algo contra mim,
o que é bastante comum.
Ou seja:
quase ninguém me defende.
Mas também não se pode falar mal das pessoas comuns.
Elas são comuns porque simplesmente não conhecem outra realidade.
Vão seguindo num fluxo.
Tenho certeza de que, se tivessem contato com produtos de maior qualidade — como a minha página —,
estariam entre meus leitores abaixo,

em vez de rolarem indefinidamente o Instagram.
E ninguém tem dúvidas de que é uma experiência muito melhor gastar o tempo comigo
assim como é muito melhor o tempo que eu gasto caminhando
do que se eu gastasse jogando videogame enquanto como onion rings com barbecue.
Agora, nada disso realmente vale para você que leu meu texto
e for neurodivergente.
Ou mau-caráter.
PS. EU SEI QUE, PROVAVELMENTE, MAIS DE 1.000 ACESSOS DEVEM SER BOTS QUE ENTRAM NA MINHA PÁGINA. “MIM DEIXA… VAI.”
E POR QUE VOCÊS ACHAM QUE UM ACESSO DE BOT DE 30 SEGUNDOS VALERIA MENOS DO QUE UM DE UMA PESSOA REAL POR UMA HORA?