A MINHA PERCEPÇÃO DA MINHA PRÓPRIA BELEZA

Talvez nem eu seja tão bonito quanto eu acho.
Assim como o excêntrico Akogare, o recantista que acredita que o grande problema para o seu celibato involuntário é sua face deteriorada — e não sua feiúra interior —, talvez ele não seja externamente tão feio assim.
Mas eu, humildemente, costumo afirmar apenas que tenho uma aparência invulgar.
Mas a verdade é que tenho marcadores indiscutíveis de beleza, tanto física quanto de rosto:
uma certa simetria — mas, principalmente, bom gosto e elegância.
O que, modestamente, me permite ter a confiança de que eu seria capaz de me relacionar com qualquer mulher do mundo.
Não existe muita areia para o meu caminhão.
Nas condições certas de temperatura e pressão, eu poderia ficar com qualquer mulher do mundo, devido à minha beleza e inúmeras qualidades: humor, educação, baixo percentual de gordura e sex appeal, repertório, etc. etc.
Porém, nas condições erradas, eu poderia ser rejeitado também por qualquer mulher.
Como diz Thomas Mann, a beleza também é uma forma de pensamento.
Não existe muita diferença entre a beleza física e a beleza moral.
Agir bem equivale a agir belamente.
Eu sou bonito, sim.
E, se você discorda de mim, você só pode ser uma pessoa feia.