QUANTAS VIAGENS CUSTAM O AMOR?
Por um lado, o dinheiro compra amor na medida em que possibilita a criação das condições materiais para que o amor surja.
Em outras palavras: é mais fácil amar em Búzios do que na Praia Grande. Em Paris, na Torre Eiffel, do que na Praça da Sé, ao lado dos mendigos.
E, do outro lado, temos a frase de Clarice que diz que “amor não é prêmio.”
Dessa forma, quantas viagens será que compram um amor? Ou fazem sustentar o amor?
Um presente a cada conciliação para evitar a discussão?
Eu prefiro, como diz na música, viajar no seu sorriso, no seu olhar, nos seus segredos…
E, para continuar na mesma vibe sertaneja: a viagem sempre acaba. Da mesma forma que as borboletas sempre voltam — e seu jardim sou eu.
