Os relatos de quem já fraturou o próprio órgão sexual no auge do êxtase são inúmeros — estatisticamente raros, mas narrativamente abundantes.
Além do risco físico, existe o perigo financeiro: sexo é um investimento de altíssimo custo. Jantares, aplicativos, deslocamentos, presentes ocasionais e, em casos extremos, terapia.
Sem falar no investimento afetivo, sempre sujeito à volatilidade do mercado emocional.
Há ainda os perigos das consequências do sexo não prevenido: DSTs irreversíveis e, na pior das hipóteses, filhos.
Também existe o risco de não “performar” bem — palavra hoje em voga, usada com a mesma naturalidade por coaches de psicologia e comentaristas esportivos. Afinal, aparentemente todos devemos performar o tempo inteiro: no trabalho, na academia e, sobretudo, na intimidade.
O problema é que, diferentemente do futebol, não existe replay, VAR ou substituição no segundo tempo.