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DAVE LE DAVE
SIM, ELE MESMO
Textos

 

ENQUANTO VOCÊ SÓ FALA, TEM GENTE FAZENDO

 


DAVELEDAVE.RECANTODASLETRAS.COM.BR

 


 

MORALISMO SEM CORPO

O problema dos (falsos) moralistas é simples: mesmo sem qualquer vivência prática das circunstâncias que julgam, eles exibem falhas morais de formação — às vezes até de caráter — que tornam impossível qualquer evolução pessoal real.

 

Julgam os outros enquanto não saem da cadeira. E o resultado aparece inevitavelmente: no cansaço da aparência, no atavismo do corpo, na repetição estéril do discurso intelectual.

 


 

A VIDA NÃO SE JULGA DE FORA

Não é possível julgar a vida a partir de fora da própria vida. A vida se manifesta, antes de tudo, no corpo: na aparência, na disposição, na vitalidade — e, sobretudo, na obra que se produz com esse corpo. No legado que se deixa em forma de sentido.

 

Quando alguém enxerga a vida apenas como um problema do qual deseja desistir, isso já é, em si, a maior valorização do não sentido. A pessoa passa então a viver projetada em mundos prometidos e imaginários, que não podem ser comprovados. Como esses mundos sustentam seu “sentido superior”, seus valores acabam, no fundo, assentados sobre o nada.

 


 

JULGAMENTO VERSUS DEMONSTRAÇÃO

A propósito de um texto meu, de tom cômico, em que me refiro a uma garota como sendo idiota: houve quem visse ali arrogância, vaidade ou desprezo pelo outro. Uma leitura apressada, desconectada do teor geral dos meus textos, do meu Instagram, das imagens que produzo e compartilho com frequência.

 

Tudo o que produzo não está preocupado em proclamar verdades universais, mas em demonstrar, na prática, aquilo em que acredito. Não faço juízo de valor pelo julgamento em si, mas pelo contraste entre o que demonstro com a minha vida e o que os outros apenas afirmam com palavras.

 


 

A PROVA É A VIDA

É claro que ainda tenho muito a provar — não a julgar. E a prova só pode ser uma: a minha própria vida.

 

Viver de maneira diferente da média — cujos resultados são, via de regra, medianos e previsíveis — é uma aposta. Uma aposta na possibilidade de uma existência mais autêntica, que um dia gere resultados não apenas subjetivos (como a felicidade), mas também materialmente verificáveis.

 

Em termos mais poéticos: isso de se querer ser exatamente aquilo que se é, ainda vai nos levar além — como dizia Leminski.

 

 

 

 

 

ESCRITOR DAVE LE DAVE II (OFICIAL)
Enviado por ESCRITOR DAVE LE DAVE II (OFICIAL) em 06/02/2026
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