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DAVE LE DAVE
SIM, ELE MESMO
Textos

 

A MODELO DA VICTORIA’S SECRET E O ESCÂNDALO DO BANCO MASTER

 


DAVELEDAVE.RECANTODASLETRAS.COM.BR

 


 

Izabel Goulart, modelo da Victoria’s Secret, admitiu ter recebido a proposta de um apartamento avaliado em cerca de 30 milhões de reais por parte de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Segundo as informações divulgadas, os dois teriam se conhecido em uma academia de luxo em São Paulo, da qual Vorcaro seria amigo — e possivelmente sócio — do proprietário majoritário.

 

O imóvel teria sido oferecido como contrapartida para a divulgação de uma marca — ainda que reste a pergunta elementar: qual marca, afinal, um banqueiro divulga? Vorcaro, como é sabido, não produz bens, não cria serviços e não fabrica nada. Seu lucro deriva da dívida alheia, da especulação e da intermediação financeira — formas modernas de riqueza sem lastro produtivo. A informação é que a proposta teria ocorrido durante o período em que os dois se relacionavam.

 

Izabel Goulart confirmou a proposta do apartamento, mas negou categoricamente qualquer relacionamento afetivo com o banqueiro. O constrangimento, naturalmente, não reside na troca em si, mas no risco reputacional que emerge quando a engrenagem da corrupção se torna pública. Envolver-se com um corrupto só “pega mal” depois que ele é desmascarado.

 


 

CAPITAL FINANCEIRO COMO MOEDA ERÓTICA

O episódio expõe, sem rodeios, como o capital financeiro — ainda que desvinculado de qualquer produtividade real — é convertido em capital simbólico e sexual. Dinheiro compra tempo, silêncio, prestígio e, sobretudo, corpos. Diante das evidências visuais e da limitada sofisticação intelectual de Vorcaro, torna-se claro que o desejo ali não se dirige ao homem, mas ao que ele representa monetariamente.

 

É preciso reconhecer: o mineirinho tem ambição. Não quer pouco. Não mira o ordinário. Quer logo fisgar uma Victoria’s Secret. Bom gosto estético, ainda que sustentado por fundamentos morais frágeis.

 


 

AFETO EM BAIXA, IMÓVEIS EM ALTA

A questão que emerge é até que ponto um relacionamento é movido por interesse afetivo ou por interesse patrimonial. No entanto, em um cenário onde o campo afetivo está em colapso, torna-se quase racional que mulheres se perguntem: se nenhum homem tem algo simbólico a oferecer, ao menos que ofereça um apartamento de 30 milhões, um iPhone de última geração ou uma vida confortável.

 

O problema surge quando a fonte do dinheiro se revela instável — mas isso, convenhamos, só se investiga depois do presente recebido. Como se sabe, o dinheiro é profundamente erógeno. Ele lubrifica decisões, anestesia escrúpulos e suspende julgamentos morais.

 

Se o interesse fosse genuíno, ela o visitaria na prisão, levaria vinho Cabernet Sauvignon escondido na bolsa, exibiria ao lado do anel de diamantes a tornozeleira eletrônica de prata. Amor verdadeiro é aquele que resiste à falência moral — e não apenas à oscilação do mercado.

 

 

 

 

ESCRITOR DAVE LE DAVE II (OFICIAL)
Enviado por ESCRITOR DAVE LE DAVE II (OFICIAL) em 05/02/2026
Alterado em 05/02/2026
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